O caminho da Imagem

É comum, quando começamos a fotografar, não termos uma visão de como a imagem é construída, ou como deveria ser. Não digo a imagem do ponto de vista dos “pixels”, e sim do fluxo de trabalho do fotógrafo ativamente fazendo o resultado acontecer.

Vamos partir da idéia que a fotografia final (aquela que vemos no papel ou em uma meio digital de exibição) deve passar pelo seguinte fluxo, de maneira a clarear o processo. Vejamos em 5 grandes blocos:

1) O Fato ou Demanda:

A situação, pessoa, objeto ou cena existente na realidade ou a ser construída. Podemos receber uma demanda qualquer e temos que ir até onde a imagem está na realidade ou criar a imagem (maquetes, still, estúdio…). Muitas vezes essa demanda vem de um editor, diretor de arte, cliente ou do próprio fotógrafo. Essa etapa, sendo bem planejada e bem descrita pode economizar muito tempo nas etapas futuras.

2) O Encontro:

Estamos diante do fato e o percebemos como “alvo fotográfico”. Algumas vezes o fato se apresenta sem esperarmos por ele. Temos aí um encontro não-planejado e é necessário agir. Para ver e agir precisamos de sensibilidade treinada e técnica. Mas em muitos casos vamos objetivamente ao encontro do tema. Sabendo o que deve ser feito nesse estágio podemos ser objetivos e adequadamente rápidos. Em muitas situações, o Encontro, demanda qualidades “extra-fotográficas” no campo dos relacionamentos inter-pessoais que podem viabilizar, potencializar ou acabar com uma fotografia.

3) A Abordagem técnica:

O fotógrafo faz uma série enorme de escolhas em um espaço de tempo muito pequeno visando a consumação da captura, então Click! Pego a câmera, ligo-a, ajusto o modo, o ISO, a Abertura, a Velocidade, o balanço de branco, procuro um ponto de vista adequado, enquadro, foco, aproximo, afasto… click! Ufa! Esqueci da luz, vamos de novo!!!! rsrs. Na maioria das vezes isso é o primeiro tiro de muitos. Para sermos eficientes podemos lançar mão de muitos recursos técnicos que deixarão essa sequencia mais ágil.

4) A pós-produção:

Toda a etapa de tratamento, organização e armazenagem da imagem após a sua captura. O uso de software adequado, o nível e técnicas apropriadas para cada caso (sem falta nem exageros ou modismos), a conversão para formato de uso, o objetivo de uso (impressão, web, apresentação…), cópias de segurança… são itens essenciais nessa etapa.

5) A Publicação:

Impressão em papel ou exposição em meio eletrônico da imagem acabada. Muitas vezes é uma etapa múltipla, visto que os meios de propagação da imagem podem e geralmente são muitos hoje em dia. Em muitos casos, nem é o próprio fotógrafo que está encarregado dessa etapa.

Então…

Pensar nesses blocos, ajuda-nos, entre outras coisas,  a não deixar para depois uma decisão que deve ser tomada agora. Um dos maiores problemas da fotografia dos nossos tempos é tentarmos deixar para “resolver esse probleminha no Photoshop”! Não faça isso! Você estará usando o “Photoshop” da pior maneira e estará deixando de usar recursos que devem estar presentes no momento do click. São dois erros graves de uma só vez.

Quando tudo vem sendo feito corretamente desde o início do processo, o resultado final tenderá a ser o melhor possível. Quanto mais adequada a foto sair da sua câmera, melhor ela será no seu estágio final. Acostume-se com essa idéia. Empenhe-se em fotografar tão bem como se você não pudesse executar nenhum ajuste em pós-produção.

Não estou, de maneira alguma dispensando pós-produção. A pós-produção sempre existiu na fotografia e faz parte legitimamente desse processo. Mas a nossa mentalidade em relação ao esmero fotográfico deveria ser sempre de fazer o melhor disponível em cada etapa.

E o cristão com isso ?

Dentro de cada etapa dessas, podemos ter uma postura bíblica ou não ao agirmos. Como tudo em nossa vida, aliás.

ICo 10:31
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer (fotografar, inclusive), fazei tudo para a glória de Deus”

Precisamos tomar muitas decisões ao fotografar. São muitas possibilidades! Elas tem que ser reconhecidas e selecionadas em dias, minutos, segundos ou as vezes em menos de um segundo! Essas decisões influenciarão diretamente na mensagem que a fotografia comunicará! Elas podem inclusive construir ou demolir relacionamentos, podem ofender, podem valorizar, podem despertar, chocar, amadurecer, instigar… Podem se desdobrar em subprodutos bons ou ruins!!! Ai, ai, ai!

Se duas pessoas forem chamadas a fotografar o mesmo evento, com equipamentos iguais, conhecimentos técnicos iguais, local e horário iguais… Teremos fotos diferentes e com significados diferentes! Porque? Porque somos diferentes e isso é ótimo! O Senhor gosta muito de diferenças! O Senhor é criativo e usa ferramentas diversas para sua obra. Basta uma pequena observada na natureza a nossa volta pra vermos isso.

Fotografar é tomar decisões! Certas ou erradas, eficientes ou inócuas, úteis ou fúteis!
Nos próximos posts veremos cada uma dessas 5 etapas de maneira detalhada e com reflexões sobre os princípios bíblicos que se aplicam.

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