Faça as fotos clichê!

Existe um entendimento meio torto, meio pedante, meio besta… na fotografia. Não generalizando, mas bem presente em blogs, fóruns, páginas… Uma idéia de que tudo tem que ser arte, tudo tem que ser “cult”, meio metido a intelectual. Fotografia é COMUNICAÇÃO! Quando necessário é Arte.

Nessa toada, existe uma ânsia de fazer o que niguém fez… Eu não sei ao certo até onde é possível, verdadeiramente, fazer uma foto que ninguém fez ainda. Não sei se há algum tipo de fotografia que ainda não foi feita. Mas…

Mas foto clichê, não é uma foto que já foi feita, é uma foto que já foi feita muitas vezes, por muita gente. Por exemplo: Foto da esposa em frente a Torre Eiffel, foto de lindas nuvens tirada da janela do avião, foto de baixo pra cima do Cristo Redentor, foto da orquídea linda da casa da vó, criança na piscina de bolinha, o seu gato (tentando ficar no sossego!), árvores vistas bem de baixo pra cima, por-do-sol…

Quero estimular todo mundo a fazer sim, as fotos clichê. Aquelas bem comuns mesmo, que “todo mundo” faz e tenho 7 razões pra isso:

  1. Uma foto clichê é uma foto, então vale a pena fazer pela simples repetição do ato de olhar, apontar, preparar e click! Quem fotografa muito tem mais chances de estar se aperfeiçoando, desde que esteja pensando no que está fazendo.
  2. Faz parte do processo de aprendizado de todo mundo, passar por essas fotos. Faz parte! E também, muitas vezes nos inspiramos em grandes fotógrafos e queremos repetir, ou tentar fazer o que eles fizeram e ninguém está sozinho nisso! Tem muita gente tentando imitar os “grandes caras” da fotografia.
  3. Nem TODAS as minhas fotos precisam ser A FOTO, porque isso realmente não vai acontecer mesmo que eu acredite que vai. Posso até achar que sou um Joe McNally, Sebastião Salgado, Ansel Adams… Mas, na real, pra tirar 2 ou 3 fotos TOP, temos que errar muitas. Inclusive esses grandes fotógrafos passam por isso!
  4. Essa foto exige pouco da minha “construção da imagem” mental. Então encare como um leve aquecimento para o que virá depois e faça o clichê, sem medo de ser feliz.
  5. Assim que você fizer a foto que “todo mundo” faz, você pode se concentrar na próxima, que deve ser a mais interessante, sempre. Faça as óbvias primeiro, assim você “descarrega” sua mente dessa preocupação e parte logo para as mais elaboradas. Especialmente em viagens.
  6. A câmera é sua e você faz o que quiser com ela. Ora, bolas! Se está feliz fazendo fotos que já foram feitas milhares de vezes, ótimo! Quando você achar que é momento de “subir” outro degrau, fará isso com determinação.
  7. Sempre dá pra fazer uma foto melhor e sempre dá pra fazer uma pior. Então capriche inclusive no clichê. Exercite o capricho!

Não quero estimular ninguém a ser medíocre ou se conformar simplesmente com o óbvio, pelo contrário, fazer fotos “batidas” faz parte do processo de aperfeiçoamento. Faz parte da caminhada. Keep walking!

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