Perspectivas forçadas. Criativo e Divertido!

Algumas vezes encontramos essa “técnica” como Sobreposição Proposital. Na verdade há pouco de técnica e bastante de atenção e criatividade pra fazer.

Veja alguns exemplos em que, via de regra, a idéia é bem-humorada.

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Para os casos acima é interessante usar uma abertura bem pequena (f/11 ou mais fechada) pra ganhar foco em tudo e, para achatar a perspectiva (aproximar o plano de fundo com o plano da frente) use uma tele-média.

Tem gente que faz dessa idéia um “estudo de caso”! rsrs. A lua e o sol são vítimas recorrentes. Rsrs

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Há também uma outra “vertente” com desenhos. Vai exigir um tanto a mais de talento artístico, mas fica bem legal.

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Tem outros sobre paredes e fundos montados ou desenhados…

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Também podemos desenhar ou incrementar na pós-produção…

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Mas acima de tudo, use a imaginação combinada com a observação! Os resultados podem ser bem surpreendentes apesar de simples.

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Divirta-se muito e seja imaginativo!!!

Acessórios muito importantes!

Bom…você já planejou, pesquisou, juntou dinheiro, comprou sua DSLR e talvez uma ou duas lentes fora do kit. Acha que a brincadeira acaba aí?! O dinheiro acaba, mas a lista de possibilidades de “incrementar” seu arsenal, nunca!

Se eu tivesse que recomendar uma conjunto básico de acessórios muito importantes, seria o seguinte (e EU compraria nesta ordem de prioridades):

Bolsa

Seu equipamento é caro. Então é muito importante investir em uma proteção adequada para o transporte. Existe no mercado uma infinidade de marcas e modelos de mochilas e bolsas fotográficas de todos os tamanhos, estilos e preços. Escolha uma que seja adequada ao seu kit mais recorrente. Por exemplo: um corpo DSLR, 2 lentes, 1 flash, baterias e cartões extras. Verifique a qualidade das costuras e o conforto oferecido para carregá-la. Prefira aquelas que não são muito chamativas. Existem varias opções de mochilas que não se parecem em nada com uma bolsa de equipamentos fotográficos. Isso pode evitar problemas com ladrões.

Se você já tem bastante equipamento, pense minuciosamente nos compartimentos da bolsa em questão. Verifique se você consegue deixar tudo o que precisa levar em nichos bem posicionados de maneira que possa achar qualquer item rapidamente.

Também considere as seguintes questões: Precisarei levar um notebook junto? Quero o tripé pendurado na mochila, ou em um bag separado? Preciso de um compartimento para itens pessoais (celular, carteira, lanche…)?

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Existem mochilas com uma capa de chuva específica pra cada modelo. Se você é do tipo “fotografo-aventureiro”, “fotógrafo-mochileiro”… esse detalhe é muito interessante.

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Também encontramos no mercado mochilas que tem um conjunto de espumas na parte de trás que mantém uns vãos, uns espaços, entre as costas da pessoa e a traseira da mochila, melhorando a circulação do ar na região. Tenho uma assim e é muito confortável pra ficar longos períodos com ela pendurada.

Filtro UV

É um dispositivo feito pra proteger sua sente contra raios UV. Ele melhora a definição de cores da imagem e cria também uma proteção física contra possíveis trombadas que você dará com sua lente enquanto ela é carregada. Compre um filtro de boa qualidade, do contrário, você pode estar colocando um “vidrinho” em frente a sua querida e sofisticada lente. Isso não combina! Rsrs

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Pra aumentar a proteção contra trombadas e “beijinhos” da lente na parede, use sempre o para-sol dela. Mesmo, sem sol! rsrs

Baterias extras

Tenha pelo menos uma bateria extra pra a sua câmera. Vale a pena. Não há nada mais frustrante do que ter que interromper sua sessão por falta de bateria. Principalmente quando você está longe de uma tomada e um carregador! Acredite, a carga da bateria só acaba quando a gente tá sem uma extra no bolso. Rsrs.
Também considere a possibilidade de adquirir um Battery Grip. É um compartimento extra acoplado á parte de baixo da sua câmera que, além de comportar uma segunda bateria, ainda oferece mais conforto ao fotografa em posição Portrait (com a câmera girada) porque ele tipicamente tem um botão disparador “repetido”. Assim você não precisa fica apontando para o céu com o cotovelo direito pra fotografar com o quadro “em pé”.

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Cartões extras

Cartões extras são fundamentais. Se puder, tenha vários. De preferência, não muito grandes em capacidade de armazenagem. Cartões estão sujeito a “travarem”, por isso não economize, compre os melhores. É melhor ter 4 cartões de capacidade média do que 2 grandes, porque se houver algum problema com um deles, você não terá perdido tanta informação. Imagine se você estiver cobrindo um casamento! Ai, ai, ai.

Mantenha-os em um estojo apropriado para transporte para que eles não se percam no bolso em meio a outros itens. Dica: Sempre que tirar um cartão “cheio” da câmera, coloque-o no estojo virado ao contrário, assim você facilmente saberá quais já foram usados.

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Tripé

Quando fotografamos em velocidades mais lenta que 1/60s com a câmera na mão, a chance de termos como resultado uma imagem tremida é enorme. Se a lente for mais longa (mais “tele”), essa velocidade mínima tem que passar pra 1/90s… conforme a lente, até mais. Isso significa que sempre que quisermos fazer uma foto com uma teleobjetiva longa, ou com condição de luz muito precária sem uso de flash, teremos que usar um tripé para garantirmos a estabilidade da cena.

Existem tripés de todo o peso e tamanho. Não exagere no porte do seu tripé visto que você vai carregá-lo, mas compre um que seja suficientemente resistente para a carga de equipamento que ele vai suportar.

Os melhores são de fibra de carbono (muuuito caros mesmo), mas para uso “hard” vai valer o investimento. Abaixo destes, temos muitas opções em alumínio, que são excelentes. Desconfie das marcas menos tradicionais. Não vou citar nenhuma aqui, mas nessa área a grife conta pontos na hora de usar. É muito comum, as travinhas plásticas das pernas do tripé quebrarem se forem mal projetadas. Um bom tripé dura bastante, vale a pena investir bem.

Kit de limpeza

Boa parte das situações em que temos que submeter a câmera a uma limpeza, pode facilmente ser resolvida pelo próprio fotógrafo. Utilize uma bomba sopradora para poeira ou ciscos, ou melhor ainda, um pincel tipo Lenspen. Para tirar alguma marca de dedo na lente use um paninho de microfibra específico para lentes. Existem produtos de limpeza em spray específicos para lentes. Não tente usar outra coisa!

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Se você vai estar em lugares empoeirados, com neblina, partículas suspensas… tenha sempre esses itens simples de limpeza na sua mochila. Sempre que tiver dúvida sobre a limpeza, procure uma assistência técnica especializada.

Disparador remoto

Outra maneira de diminuirmos a chance de termos uma imagem tremida é usarmos um disparador com ou sem fio. Isso porque o simples ato de pressionarmos o botão de disparo da câmera já gera uma vibração indesejada. Além disso, se você quiser aparecer na cena, terá duas opções: temporizar o disparo e sair correndo ou usar discretamente um controle remoto sem fio.

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Faça as fotos clichê!

Existe um entendimento meio torto, meio pedante, meio besta… na fotografia. Não generalizando, mas bem presente em blogs, fóruns, páginas… Uma idéia de que tudo tem que ser arte, tudo tem que ser “cult”, meio metido a intelectual. Fotografia é COMUNICAÇÃO! Quando necessário é Arte.

Nessa toada, existe uma ânsia de fazer o que niguém fez… Eu não sei ao certo até onde é possível, verdadeiramente, fazer uma foto que ninguém fez ainda. Não sei se há algum tipo de fotografia que ainda não foi feita. Mas…

Mas foto clichê, não é uma foto que já foi feita, é uma foto que já foi feita muitas vezes, por muita gente. Por exemplo: Foto da esposa em frente a Torre Eiffel, foto de lindas nuvens tirada da janela do avião, foto de baixo pra cima do Cristo Redentor, foto da orquídea linda da casa da vó, criança na piscina de bolinha, o seu gato (tentando ficar no sossego!), árvores vistas bem de baixo pra cima, por-do-sol…

Quero estimular todo mundo a fazer sim, as fotos clichê. Aquelas bem comuns mesmo, que “todo mundo” faz e tenho 7 razões pra isso:

  1. Uma foto clichê é uma foto, então vale a pena fazer pela simples repetição do ato de olhar, apontar, preparar e click! Quem fotografa muito tem mais chances de estar se aperfeiçoando, desde que esteja pensando no que está fazendo.
  2. Faz parte do processo de aprendizado de todo mundo, passar por essas fotos. Faz parte! E também, muitas vezes nos inspiramos em grandes fotógrafos e queremos repetir, ou tentar fazer o que eles fizeram e ninguém está sozinho nisso! Tem muita gente tentando imitar os “grandes caras” da fotografia.
  3. Nem TODAS as minhas fotos precisam ser A FOTO, porque isso realmente não vai acontecer mesmo que eu acredite que vai. Posso até achar que sou um Joe McNally, Sebastião Salgado, Ansel Adams… Mas, na real, pra tirar 2 ou 3 fotos TOP, temos que errar muitas. Inclusive esses grandes fotógrafos passam por isso!
  4. Essa foto exige pouco da minha “construção da imagem” mental. Então encare como um leve aquecimento para o que virá depois e faça o clichê, sem medo de ser feliz.
  5. Assim que você fizer a foto que “todo mundo” faz, você pode se concentrar na próxima, que deve ser a mais interessante, sempre. Faça as óbvias primeiro, assim você “descarrega” sua mente dessa preocupação e parte logo para as mais elaboradas. Especialmente em viagens.
  6. A câmera é sua e você faz o que quiser com ela. Ora, bolas! Se está feliz fazendo fotos que já foram feitas milhares de vezes, ótimo! Quando você achar que é momento de “subir” outro degrau, fará isso com determinação.
  7. Sempre dá pra fazer uma foto melhor e sempre dá pra fazer uma pior. Então capriche inclusive no clichê. Exercite o capricho!

Não quero estimular ninguém a ser medíocre ou se conformar simplesmente com o óbvio, pelo contrário, fazer fotos “batidas” faz parte do processo de aperfeiçoamento. Faz parte da caminhada. Keep walking!

Fazendo as malas

Viajar é muito bom. E pra que tudo corra bem é necessário planejar. Pensar e repensar sobre tudo o que se pretende de uma viagem é minimizar problemas e maximizar satisfação.

Do ponto de vista fotográfico, vou propor aqui um método para planejar sua viagem.

Primeiro coisa a pensar: Qual o objetivo principal da sua viagem? É lazer, trabalho…ou é uma viagem objetivamente fotográfica?

• Se for uma viagem de lazer, lembre-se de não se envolver demais com a fotografia e deixar passar os momentos de lazer em família e/ou com os amigos. Do contrário, você corre o risco de ser o chato da turma que não para de fotografar! Registrar os momentos de alegria e descontração é algo importante mas não é o mais importante nesse caso.

• Se for a trabalho, empenhe-se no trabalho conforme as exigências da sua profissão, mas de antemão, verifique quais serão os intervalos livres ou de lazer que você poderá administrar com autonomia. Nesses momentos você pode agir como período bem “fotográficos”. Pode já estudar o local e atracões que encontrará, fazer reservas e roteiros especiais para fotografar. Use a internet para isso. Recorra a amigos e parentes que já viajaram para onde você vai e pegue as “dicas de ouro” ou “como evitar encrencas”.

Geralmente para viagens simples, de lazer e muitas viagens de trabalho, apenas uma boa câmera compacta é suficiente e prática. Não chama muita a atenção, não exige que você leve muitos acessórios e ocupa pouco espaço na bagagem.

A viagem fotográfica!

É essa que todos queremos! Viajar e fotografar são duas coisas muito especiais! Viajar para fotografar é o que há. Só de pensar já enche a cabeça da gente de planos! Mas…sempre tem um “mas”. Planeje! Planejar custa muito pouco! Não planejar pode custar sua viagem.

Aspectos importantíssimos:

1-Orçamento: ponha na ponta do lápis todas as previsões de gastos. Acrescente a isso uma folga para imprevistos. Um grande amigo meu me ensinou: agende o imprevisto! Verifique se seu cartão de crédito está ok, não se permita fazer dívidas acima da sua capacidade financeira, faça cotações com empenho. Viaje bem e barato!

2-Estude o local: use a internet para “conhecer” o que puder previamente. Veja notícias, clima, previsão do tempo, perigos, locais “obrigatórios”, meios de transporte, hospedagem… Pode parecer básico para algumas pessoas, mas muita gente sai de casa sem ver tudo isso.

3-Previna-se: alguns lugares vão exigir que você tenha algum documento especial em mãos como visto, certificados de que tomou alguma vacina, autorização de pesca… Investigue isso. Verifique também se seus documentos pessoais estão em dia especialmente passaporte, carteira de motorista e documentos do seu veículo, conforme o caso. Outra coisa, faça um seguro-viagem se for para o exterior. É um produto que vários bancos e companhias de viagens tem. É uma seguro de vida, saúde e acidentes pessoais que tem a duração da sua viagem. Isso custa pouco e pode ser muito útil. Leve também consigo os telefone de embaixadas do seu país de origem no país de destino, telefones emergenciais, hotel em que você fez reserva, seu plano de saúde, sua central de cartão de crédito…

Agora, a mochila!

É uma delícia preparar a mochila de equipamentos fotográficos. Mas isso exige muita coerência e pé-no-chão.
Temos uma tendência de levar coisas demais. Simplificar é um hábito complexo! Para isso temos que ser objetivos e saber exatamente o que pretendemos.

O kit abaixo é de um importante fotógrafo americano. É uma foto um pouco antiga, mas dá pra perceber a objetividade do sujeito:

Mas, de maneira geral a dica é:

Para fotografar paisagens: uma lente grande angular (ex. 12-24mm ou uma geral como 18-55mm), filtro polarizador e/ou gradual de densidade neutra.

Para ambientes internos ou lugares com pouca luz: uma lente bem clara (com abertura máxima bem grande). Uma ótima opção é uma lente 35mm f/1.8 ou uma 50mm f/1.8. Talvez seja o caso de levar um flash. Se for, lembre de incluir pilhas extras.

Se for fazer imagens bem ao entardecer, que exijam velocidades abaixo de 1/60s, leve um tripé simples. Mas não exagere, esse item geralmente usamos pouco e carregamos bastante.

Para eventos sociais, feirinhas, festas populares: uma lente zoom de uso geral (ex. 18-105mm, 24-70mm…) será tudo que você vai precisar.

Para fotografar animais selvagens ou esportes: uma lente longa como 70-200mm, 200-400mm… sem dúvida.

Para lugares de praia, balneários, pescarias, piscinas ou parques aquáticos: uma câmera a prova d’água ou uma caixa estanque para a sua câmera vai garantir a diversão e ótimas fotos. Se optar por levar a DSLR, leve obrigatoriamente um filtro polarizador. Ele vai eliminar boa parte dos reflexos da luz na água e ainda proteger melhor sua lente.

Acrescente na mochila sempre:
• Pilhas ou baterias extras para tudo.
• Cartões de memória extras previamente “limpos”.
• Carregadores de baterias.
• Kit de limpeza (Lenspen, paninhos, bombas de soprar).
• Proteção contra chuva se for o caso.

Sempre que estiver no hotel ou hospedagem, recarregue as baterias, troque o cartão de memória, faça backup de segurança se puder, verifique o equipamento e planeje o dia seguinte. Saiba de cabeça, onde estará cada item do seu equipamento na sua mochila.

Se for andar em lugares mais hostis, procure usar pouco equipamento e uma bolsa não-fotográfica. Escolha uma bolsa-carteiro que possa ficar com a câmera e alguns itens extras sempre a mão. Assim você chama menos a atenção. As vezes é prudente não usar uma DSLR padrão e sim uma compacta de boa qualidade, assim você fica mais “transparente”.

Depois de separar tudo, encha a mochila e verifique se não é muito peso pra carregar. Seja honesto com você mesmo. Só como referência, uma pessoas de 80kg em boa saúde, carrega durante o dia todo uma mochila de uns 5kg com relativo conforto. Passar muito disso vai exigir uma preparo físico mais específico.
Também esteja atento às exigências de volume e peso das companhias aéreas quanto a bagagem de mão. Jamais despache equipamento fotográfico, leve-o sempre como bagagem de mão.

Eu gosto de levar um caderninho simples e pequeno pra fazer anotações. Uma espécie de diário. Isso me ajuda a organizar as fotografias posteriormente. Também costumo guardar recibos e tickets, mapas de turismo e panfletos dos lugares por onde passei para poder produzir um foto-álbum posteriormente com esses materiais scaneados e com as informações corretas de tudo que aconteceu.

Finalmente, uma mochila adequada para o trabalho. Nem muito grande nem muito pequena. Muitas delas possuem um sistema de alças para prender um tripé médio do lado de fora e uma sobre-capa contra chuvas, isso é legal.

Geralmente menos é mais! Selecione bem o seu kit. É um desafio!

Mas o equipamento também é você:

• Alimente-se bem todos os dias, antes e durante os dias da viagem.
• Leve algo pra comer durante o dia se for ficar longe da sua hospedagem
• Beba muita água sempre.
• Mantenha-se saudável pratique esportes aeróbicos. Prepare-se fisicamente para a empreitada.
• Leve seus medicamentos de uso contínuo (especialmente se for para o exterior) e se possível as receitas médicas correspondentes.
• Planeje seu vestuário de acordo com o local e clima esperado. Evite surpresas.
• Lembre-se dos seus amigos: boné, protetor solar e repelente de insetos. Rsrs

Aproveite bem cada viagem! Ótimos clicks!

O que é Bokeh ?!

A palavra bokeh, vem de um termo japonês que significa desfocado. É utilizada para designar aquele desfoque pronunciado no plano de fundo de uma imagem.

Já vimos que profundidade de campo (PC) é aquela região atrás e à frente do objeto focado que ainda está em foco, com aceitável nitidez. A profundidade de campo é sempre menor na frente do objeto do que atrás dele.

O conhecimento e domínio da profundidade de campo é muito útil, entre outras coisas, para “borrarmos” o fundo da imagem dando assim mais ênfase ao objeto fotografado. É uma maneira muito útil de “limparmos” a cena daquilo que não interessa mostrar. Ou muitas vezes, o que queremos é apenas sugerir o que está atrás do objeto.

Guarde as regrinhas:

1) Quanto maior a abertura utilizada, menor será PC.

2) Quanto mais próximo do objeto focado a câmera estiver, menor será a PC

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3) Quanto maior a distância focal da lente, menor será a PC.

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Então, para que suas fotografias fiquem com aquele bokeh acentuado (ou seja, uma pequena profundidade de campo), você deve usar a maior abertura possível para a sua lente, a lente mais “tele” (com maior distância focal) e se aproximar o máximo possível do objeto que ficará nítido.

Exercite isso! Bastante.

Glossário Fotográfico

APS – Advanced Photographic System

CCD – Charge-coupled device (dispositivo de carga acoplada)

ASA – American Standards Association

Bokeh – termo utilizado para se referir a área da imagem que fica desfocada atrasado assunto principal. Palavra de origem japonesa.

CCD – Charge-coupled Device (dispositivo de carga acoplada). Sensor que substituiu o filme tradicional nas câmeras digitais.

Ciano – cor complementar do vermelho, composta de luzes azul e verde

Close-up – aproximação.

CMOS – Complementary Metal-Oxide Semiconductor

Compact-flash – CF. Cartão de memória digital amplamente utilizado em câmeras fotográficas e filmadoras.

Crop – corte.

Diafragma – orifício de abertura variável composto por um conjunto de lâminas, existente dentro das lentes fotográficas capaz de controlar a passagem de luz.

DIN – Deutsche Industrie Normen. Ver ISO

DPI – Dots Per Inch (pontos por polegada). Medida de resolução de scanners, impressões, impressoras e monitores.

DSLR – Digital Single Lens Reflex. Ver SLR.

EV – Exposure Value. Sistema de medida da exposição utilizado por fotômetros.

EXIF – conjunto de informações contidas num arquivo RAW, tais como velocidade, abertura, data, equipamento utilizado…

Filtro – filtro fotográfico. Elemento óptico que é posicionado diante de uma lente para absorção de frequências específicas de luz. Pode ser rosqueado na própria lente ou instalado em um suporte (geralmente retangular ou quadrado) diante dela.

Filtro polarizador – filtro de aparência cinza que “alinha” as ondas de luz em apenas um plano. Reduz fortemente áreas de brilhos na imagem durante a captura.

Filtro UV – filtro aparentemente incolor que absorve apenas a luz ultravioleta.

Fotômetro – dispositivo para medir a luz. Pode se apresentar como parte integrante da câmera ou em forma de um dispositivo portátil.

Histograma – gráfico de barras que exibe uma distribuição de tons indo do preto máximo (esquerda) ao branco absoluto (direita)

Interpolação – processo que visa aumentar a resolução aparente de uma imagem digital. A densidade de pixel média é usada para gerar pixels intermediários, criando na verdade pontos de imagem não-originais.

IR – (infra-red) infra-vermelho. Comprimento de onda mais longo que 720nm

ISO – International Standards Organization. Velocidade ou sensibilidade do filme. É fruto dos antigos sistemas ASA e DIN

JPEG – abreviatura de Joint Photographic Experts Group. Formato de arquivo digital de imagem mais utilizado no mundo. Fornece um alto nível de compressão da informação em relação aos dados originais. Por outro lado, degrada a qualidade da imagem.

Kelvin – unidade de medida de Temperatura de Cor. Nome dado em homenagem ao cientista Lord Kelvin. Representada pela sigla K.

LED – ligth-emitting diode. Diodo emissor de luz ou Fotodiodo. Pequena luz que pode ser construída em diversas cores amplamente utilizada como indicador luminoso em sistemas eletrônicos. Vem sendo usada como flashes de celulares e pequenas câmeras. Existem também agrupamentos (arrays) de flashes que formam iluminadores contínuos para filmadoras.

Lente composta – lente com mais de um elementos interno de vidro. Praticamente todas as lentes fotográficas são compostas

Lente macro – lente capaz de focar bem próximo do assunto.

Lúmen – unidade de medida de iluminação

Magenta – cor complementar do verde, composta de luzes azul e vermelha

Mega (M) – mesmo que 1 Milhão.

Mega Pixel – um milhão de pixels. Ver pixel.

Pixel – ponto que compõe uma imagem digital. Esse termo está frequentemente associado à equipamentos ou dispositivos eletrônicos que captam imagem, tais como câmeras e sensores.

RAM – Random Access Memory (memória de acesso aleatório)

RAW – arquivo digital conforme gerado no sensor da câmera. É uma espécie de “negativo digital”.

Rebatedor – Equipamento plano, flexível, geralmente composto por uma borda semi-rigida e um tecido, usado para refletir luz para um tema a ser fotografado. Muito usado em retratos. Pode apresentar uma superfície, branca, prateada ou dourada, modulando assim a luz refletida.

RGB – red, green, blue (vermelho, verde e azul). Padrão de tintas amplamente utilizado em impressoras, projetores e monitores de vídeo.

Scanner – equipamento que transforma uma imagem impressa em um grande conjunto de informações digitais.

Softbox – caixa de luz. Um dispositivo de difusão controlada da luz. Acopla-se à ela uma fonte geradora de luz contínua ou flash.

SLR – Single Lens Reflex. Câmera reflex com uma só lente.

Snoot – tubo preto cônico que se encaixa em uma fonte de luz. Limita a iluminação em uma área circular.

TIFF – Tagged Image Format File. Formato de imagem digital de alta resolução

Lentes

As lentes ou objetivas são os olhos da câmera. Por isso devemos entender seu funcionamento com precisão para usarmos cada tipo de lente para a situação correta. Quando falamos em lente, podemos cair no erro de acharmos que trata-se de um tubo plástico ou metálico com uma vidro especial lá dentro. Mas na verdade, o que chamamos de  lente é um conjunto de lentes. Um pacote composto por diversos elementos ópticos em arranjos muito precisos. Os materiais utilizados na fabricação dos “vidros” são muito delicados e de pureza altíssima.

Distância focal

É uma especificação que toda lente tem. É uma medida bem técnica, entre um ponto específicos dentro da lente e o sensor da câmera. Pra que gosta de um tecniquês é: a distância entre o ponto de convergência da luz (ponto nodal) até o ponto onde a imagem é focalizada (o sensor).

A distância focal é medida em milímetros, por exemplo: existem lentes 12mm, 50mm, 200mm… Geralmente, mas nem sempre, quanto maior  a distância focal, maior é a lente fisicamente. Mas isso varia um pouco de acordo com o projeto interno dos elementos que compõe a lente.

Fixas x Zoom

Lentes zoom (ou lentes de distância focal variável) são aquelas que possuem um anel ao redor do seu corpo usado para “aproximar” ou “distanciar” a cena. Elas são muito práticas e eficientes. Geralmente vem uma dessas junto com sua câmera nova. É a chamada lente do kit. Ocupam pouco espaço na mochila e nos permitem chegar perto daquilo que está longe sem sairmos do lugar. Uma lente zoom não muito clara, pode sair por um preço bem acessível e solucionar grande parte dos seus problemas de enquadramento.

Exemplo de lente zoom:

As lentes fixas (lentes de distancia focal fixa ou chamadas prime) não possuem o anel de zoom, sendo assim, para aproximarmos o assunto, teremos que usar os pés! Zoom de sapato! Rsrs
As lentes fixas são, via de regra, mais nítidas e precisas do que as zoom. São geralmente caras, e mais claras. Mas são especialistas em uma distância focal definida.

De acordo com o tipo de fotografia que você faz, será mais vantajoso usar fixas ou zooms. Por exemplo, se você está em viagem com a família, uma lente zoom 18-200mm será uma grande companheira, bem como em situações de fotojornalismo, ou eventos sociais. O que mais interessa nessas situações é a rapidez e praticidade no uso. Se você estiver trabalhando com macrofotografia, paisagens tranqüilas, retratos… Poderá usar fixas de alta qualidade porque de antemão já saberá que situação vai encontrar e pode dispor de um pouco mais de tempo para possíveis trocas de lentes quando necessário.

Pra quem está começando eu sempre sugiro uma zoom (que geralmente vem com a câmera) como 18-105mm, 18-135mm ou 18-200mm e como segunda lente uma pequena notável 50mm f/1.8, que é uma lente bem barata, pequena e de excelente qualidade de imagem, muito útil para fotografias em ambientes internos.

Famílias de lentes

As lentes fotográficas são geralmente divididas em famílias de acordo com sua distância focal.

Grande-angulares (wide angle): possuem distância focal abaixo de 50mm. Caracterizam-se por fornecerem uma imagem bem “larga” da cena. São úteis quando queremos colocar bastante informação na foto. Geralmente empregadas em fotografia de paisagens, arquitetura, grandes grupos…

Abaixo, uma lente grande-angular, zoom, 8mm-15mm da Canon:

Lente “normal”: é a 50mm. Fotos feitas com 50mm (a “cinquentinha”, como se diz no fotografês) são agradáveis e naturais em termos de perspectiva. Ou seja, as distâncias entre os planos (primeiro, segundo e fundo) são muito próximas da visão humana. Ela nem “achata” e nem “expande” os planos. São extremamente versáteis para uma ampla gama de fotografias. Nunca saia de casa sem ela! rsrs

Abaixo, uma lente fixa de 50mm f/1.4. da Nikon:


Tele-objetivas: acima de 50mm. São lentes de “alcance”. Elas trazem a imagem pra perto de nós. Fazem um recorte mais estreito da cena, ou seja, tem uma ângulo de visão mais restrito.São amplamente utilizadas em fotografia à distância, especialmente esportes e natureza.

Abaixo uma tele, zoom de 70-200mm, da Nikon:

Na família das teles, chamamos de “tele curta” até 100mm, “tele média” até 200mm e “tele longa” acima de 200mm, mas isso varia um pouco, não é uma classificação muito rígida.

O importante é pensar que quanto mais “tele”, ou seja, quanto maior a distância focal, maior o alcance da lente, maior seu poder de aproximação e mais estreito será seu ângulo de visão. Quanto mais “wide”, mais largo é o angulo de visão e mais assunto colocamos dentro da cena.

Observe a figura abaixo e a relação entre a distância focal e o ângulo de visão.

Distância focal x compressão de planos

Quanto mais “wide” a lente for, mais os planos da cena se distanciarão um do outro. A perspectiva da cena será expandida. Quanto mais “tele” mais “achatados” esses planos ficarão. A perspectiva da cena será comprimida. Observe por exemplo em fotos feita de jogadores de futebol durante uma partida. A platéia atras do jogador parece estar próxima dele, mas está distante. Esse é o típico efeito de compressão da perspectiva, ou achatamento dos planos da imagem.

Lente para retratos naturais

Uma lente em torno de 80mm até 130mm gera uma imagem natural da fisionomia das pessoas. Também é importante lembrar que a distância típica para retratos deve estar entre 2 e 4 metros do assunto com essas lentes. Assim o nariz e orelhas não parecerão nem mais distantes nem mais aproximados uns dos outros do que realmente são.
Existem lentes muito específicas para retratos, como a Nikon 85mm f/1.4! Custam uma pequena fortuna, mas são incríveis.

Observe como a mudança de distância focal deformar de maneiras diversas o rosto:

Câmeras cropadas!

Crop (corte, em inglês) é um jargão fotográfico que pode designar um corte na fotografia no computador ou no laboratório, mas também um corte que a câmera faz por suas características de dimensão de sensor.

O sensor “padrão” tem uma medida equivalente ao antigo filme de 35mm. Geralmente 36mm x24mm. As câmeras com esse tipo de sensor são chamadas full-frame. Sensor cropado é menor que o sensor full-frame. Isso muda a relação que teremos com as distâncias focais das lentes.  Elas devem ser reconsideradas da seguinte forma:

Por exemplo, a câmera Nikon D7000 é cropada, tem um sensor de formato chamado de APS-C (23,6 x 15,6 mm). O seu fator de corte é de 1.5. É o que a Nikon chama de câmera DX. Quando utilizamos uma lente de 100mm nessa câmera, a lente apresenta uma imagem equivalente a 150mm em termos de angulo de visão.

As características de perspectiva da cena serão de 100mm mas o ângulo de visão será de 150mm. Porque a lente projeta sobre o sensor uma imagem da largura de visão que a 100mm produz mas como o sensor é menor que a imagem projetada, ela capta apenas o centro, dando-nos a impressão de que estamos usando uma 150mm. Fica uma “borda” da imagem vista pela lente, sem ser capturada pelo sensor.

Para quem usa bastante lentes tele, isso pode ser útil, já que você estará “ganhando” opticamente uma esticada na sua lente, mas na verdade nem é um ganho, é apenas uma imagem captada parcialmente, a p´ropria câmera está fazendo um corte. Para quem trabalha com grande-angular isso representa uma perda significativa de imagem. Uma lente grande-angular de 12mm, funcionará como uma lente 18mm.

Sendo assim, a lente normal (em termos de angulo de visão), para uma câmera cropada seria próxima de 35mm. Usar uma 35mm vai afastar um pouco os planos da cena porque ela é mais “wide” do que a 50mm. Outra opção é usar a 50mm mesmo e dar um “zoom-de-sapato” pra traz uns 4 ou 5 passos, se for possível! Rsrs

Dicas para trocar a lente

  • Não troque lente em ambientes empoeirados, com fumaça ou areia. Pode sujar o senso da sua câmera.
  • Ao trocar a lente procure apontar o sensor exposto para baixo para evitar que caia alguma coisa dentro nele.
  • Não fique falando em cima do sensor exposto.
  • Segure o equipamento com atenção e cuidado. Se possível faça a troca de lentes sobre uma mesa.
  • Não force o encaixe. Esteja certo de que a lente está na posição correta.
  • Não use lentes que você não sabe se são compatíveis com sua câmera. Isso pode danificar mecanicamente e eletronicamente tanto a lente quanto a câmera.

Cuide bem delas

Uma lente bem tratada pode trabalhar com precisão por décadas. Vejamos algumas dicas para conservar bem as suas:

  • Quando não estiver usando sua lente, coloque a tampinha.
  • Use a câmera sempre com alça de pescoço, ombro ou mão. Um tombo geralmente é fatal.
  • Use sempre o parassol. Ele evita que você bata a lente em algum lugar enquanto carrega a câmera no ombro. Quebrar ou riscar o parassol dói bem menos que a lente.
  • Use um filtro UV sempre que possível. Ele proteja sua lente de sujeita e riscos e ainda melhora suas fotos ao ar livre. Mas compre um de boa qualidade para não prejudicar o desempenho da lente.
  • Compre uma caneta de limpeza tipo Lenspen (pode ser encontrada facilmente em lojas e sites de material fotográfico). É a maneira mais segura de tirar alguma marca de dedo ou embasamento. Se ficar na dúvida, não arrisque, leve-a em uma boa assistência técnica para uma limpeza profissional.
  • Nunca assopre sua lente! Já vi gente fazendo isso. É fatal, sua saliva é cheia de matéria orgânico e microorganismos vivos. É sim! Quando assopramos a lente, gotículas de saliva se aderem a ela e começa uma multiplicação de bactérias sobre o vidro. Isso não é bom. Use uma bombinha sopradora pra tirar algum cisco.
  • Guarde suas lente em lugar arejado. Utilize uma caixa plástica bem limpa e coloque dentro dela alguns saquinhos de sílica secante para controlar a umidade.
  • Se precisar limpar uma lente com líquido, utilize os que são específicos para isso, mas nunca utilize pano úmido com água, álcool, ou qualquer produto de limpeza doméstica. Se ficar na dúvida, leve na assistência técnica.