Acessórios muito importantes!

Bom…você já planejou, pesquisou, juntou dinheiro, comprou sua DSLR e talvez uma ou duas lentes fora do kit. Acha que a brincadeira acaba aí?! O dinheiro acaba, mas a lista de possibilidades de “incrementar” seu arsenal, nunca!

Se eu tivesse que recomendar uma conjunto básico de acessórios muito importantes, seria o seguinte (e EU compraria nesta ordem de prioridades):

Bolsa

Seu equipamento é caro. Então é muito importante investir em uma proteção adequada para o transporte. Existe no mercado uma infinidade de marcas e modelos de mochilas e bolsas fotográficas de todos os tamanhos, estilos e preços. Escolha uma que seja adequada ao seu kit mais recorrente. Por exemplo: um corpo DSLR, 2 lentes, 1 flash, baterias e cartões extras. Verifique a qualidade das costuras e o conforto oferecido para carregá-la. Prefira aquelas que não são muito chamativas. Existem varias opções de mochilas que não se parecem em nada com uma bolsa de equipamentos fotográficos. Isso pode evitar problemas com ladrões.

Se você já tem bastante equipamento, pense minuciosamente nos compartimentos da bolsa em questão. Verifique se você consegue deixar tudo o que precisa levar em nichos bem posicionados de maneira que possa achar qualquer item rapidamente.

Também considere as seguintes questões: Precisarei levar um notebook junto? Quero o tripé pendurado na mochila, ou em um bag separado? Preciso de um compartimento para itens pessoais (celular, carteira, lanche…)?

mochila

Existem mochilas com uma capa de chuva específica pra cada modelo. Se você é do tipo “fotografo-aventureiro”, “fotógrafo-mochileiro”… esse detalhe é muito interessante.

Mochila Fotografia

Também encontramos no mercado mochilas que tem um conjunto de espumas na parte de trás que mantém uns vãos, uns espaços, entre as costas da pessoa e a traseira da mochila, melhorando a circulação do ar na região. Tenho uma assim e é muito confortável pra ficar longos períodos com ela pendurada.

Filtro UV

É um dispositivo feito pra proteger sua sente contra raios UV. Ele melhora a definição de cores da imagem e cria também uma proteção física contra possíveis trombadas que você dará com sua lente enquanto ela é carregada. Compre um filtro de boa qualidade, do contrário, você pode estar colocando um “vidrinho” em frente a sua querida e sofisticada lente. Isso não combina! Rsrs

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Pra aumentar a proteção contra trombadas e “beijinhos” da lente na parede, use sempre o para-sol dela. Mesmo, sem sol! rsrs

Baterias extras

Tenha pelo menos uma bateria extra pra a sua câmera. Vale a pena. Não há nada mais frustrante do que ter que interromper sua sessão por falta de bateria. Principalmente quando você está longe de uma tomada e um carregador! Acredite, a carga da bateria só acaba quando a gente tá sem uma extra no bolso. Rsrs.
Também considere a possibilidade de adquirir um Battery Grip. É um compartimento extra acoplado á parte de baixo da sua câmera que, além de comportar uma segunda bateria, ainda oferece mais conforto ao fotografa em posição Portrait (com a câmera girada) porque ele tipicamente tem um botão disparador “repetido”. Assim você não precisa fica apontando para o céu com o cotovelo direito pra fotografar com o quadro “em pé”.

Grip D800

Cartões extras

Cartões extras são fundamentais. Se puder, tenha vários. De preferência, não muito grandes em capacidade de armazenagem. Cartões estão sujeito a “travarem”, por isso não economize, compre os melhores. É melhor ter 4 cartões de capacidade média do que 2 grandes, porque se houver algum problema com um deles, você não terá perdido tanta informação. Imagine se você estiver cobrindo um casamento! Ai, ai, ai.

Mantenha-os em um estojo apropriado para transporte para que eles não se percam no bolso em meio a outros itens. Dica: Sempre que tirar um cartão “cheio” da câmera, coloque-o no estojo virado ao contrário, assim você facilmente saberá quais já foram usados.

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Tripé

Quando fotografamos em velocidades mais lenta que 1/60s com a câmera na mão, a chance de termos como resultado uma imagem tremida é enorme. Se a lente for mais longa (mais “tele”), essa velocidade mínima tem que passar pra 1/90s… conforme a lente, até mais. Isso significa que sempre que quisermos fazer uma foto com uma teleobjetiva longa, ou com condição de luz muito precária sem uso de flash, teremos que usar um tripé para garantirmos a estabilidade da cena.

Existem tripés de todo o peso e tamanho. Não exagere no porte do seu tripé visto que você vai carregá-lo, mas compre um que seja suficientemente resistente para a carga de equipamento que ele vai suportar.

Os melhores são de fibra de carbono (muuuito caros mesmo), mas para uso “hard” vai valer o investimento. Abaixo destes, temos muitas opções em alumínio, que são excelentes. Desconfie das marcas menos tradicionais. Não vou citar nenhuma aqui, mas nessa área a grife conta pontos na hora de usar. É muito comum, as travinhas plásticas das pernas do tripé quebrarem se forem mal projetadas. Um bom tripé dura bastante, vale a pena investir bem.

Kit de limpeza

Boa parte das situações em que temos que submeter a câmera a uma limpeza, pode facilmente ser resolvida pelo próprio fotógrafo. Utilize uma bomba sopradora para poeira ou ciscos, ou melhor ainda, um pincel tipo Lenspen. Para tirar alguma marca de dedo na lente use um paninho de microfibra específico para lentes. Existem produtos de limpeza em spray específicos para lentes. Não tente usar outra coisa!

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Se você vai estar em lugares empoeirados, com neblina, partículas suspensas… tenha sempre esses itens simples de limpeza na sua mochila. Sempre que tiver dúvida sobre a limpeza, procure uma assistência técnica especializada.

Disparador remoto

Outra maneira de diminuirmos a chance de termos uma imagem tremida é usarmos um disparador com ou sem fio. Isso porque o simples ato de pressionarmos o botão de disparo da câmera já gera uma vibração indesejada. Além disso, se você quiser aparecer na cena, terá duas opções: temporizar o disparo e sair correndo ou usar discretamente um controle remoto sem fio.

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Fazendo as malas

Viajar é muito bom. E pra que tudo corra bem é necessário planejar. Pensar e repensar sobre tudo o que se pretende de uma viagem é minimizar problemas e maximizar satisfação.

Do ponto de vista fotográfico, vou propor aqui um método para planejar sua viagem.

Primeiro coisa a pensar: Qual o objetivo principal da sua viagem? É lazer, trabalho…ou é uma viagem objetivamente fotográfica?

• Se for uma viagem de lazer, lembre-se de não se envolver demais com a fotografia e deixar passar os momentos de lazer em família e/ou com os amigos. Do contrário, você corre o risco de ser o chato da turma que não para de fotografar! Registrar os momentos de alegria e descontração é algo importante mas não é o mais importante nesse caso.

• Se for a trabalho, empenhe-se no trabalho conforme as exigências da sua profissão, mas de antemão, verifique quais serão os intervalos livres ou de lazer que você poderá administrar com autonomia. Nesses momentos você pode agir como período bem “fotográficos”. Pode já estudar o local e atracões que encontrará, fazer reservas e roteiros especiais para fotografar. Use a internet para isso. Recorra a amigos e parentes que já viajaram para onde você vai e pegue as “dicas de ouro” ou “como evitar encrencas”.

Geralmente para viagens simples, de lazer e muitas viagens de trabalho, apenas uma boa câmera compacta é suficiente e prática. Não chama muita a atenção, não exige que você leve muitos acessórios e ocupa pouco espaço na bagagem.

A viagem fotográfica!

É essa que todos queremos! Viajar e fotografar são duas coisas muito especiais! Viajar para fotografar é o que há. Só de pensar já enche a cabeça da gente de planos! Mas…sempre tem um “mas”. Planeje! Planejar custa muito pouco! Não planejar pode custar sua viagem.

Aspectos importantíssimos:

1-Orçamento: ponha na ponta do lápis todas as previsões de gastos. Acrescente a isso uma folga para imprevistos. Um grande amigo meu me ensinou: agende o imprevisto! Verifique se seu cartão de crédito está ok, não se permita fazer dívidas acima da sua capacidade financeira, faça cotações com empenho. Viaje bem e barato!

2-Estude o local: use a internet para “conhecer” o que puder previamente. Veja notícias, clima, previsão do tempo, perigos, locais “obrigatórios”, meios de transporte, hospedagem… Pode parecer básico para algumas pessoas, mas muita gente sai de casa sem ver tudo isso.

3-Previna-se: alguns lugares vão exigir que você tenha algum documento especial em mãos como visto, certificados de que tomou alguma vacina, autorização de pesca… Investigue isso. Verifique também se seus documentos pessoais estão em dia especialmente passaporte, carteira de motorista e documentos do seu veículo, conforme o caso. Outra coisa, faça um seguro-viagem se for para o exterior. É um produto que vários bancos e companhias de viagens tem. É uma seguro de vida, saúde e acidentes pessoais que tem a duração da sua viagem. Isso custa pouco e pode ser muito útil. Leve também consigo os telefone de embaixadas do seu país de origem no país de destino, telefones emergenciais, hotel em que você fez reserva, seu plano de saúde, sua central de cartão de crédito…

Agora, a mochila!

É uma delícia preparar a mochila de equipamentos fotográficos. Mas isso exige muita coerência e pé-no-chão.
Temos uma tendência de levar coisas demais. Simplificar é um hábito complexo! Para isso temos que ser objetivos e saber exatamente o que pretendemos.

O kit abaixo é de um importante fotógrafo americano. É uma foto um pouco antiga, mas dá pra perceber a objetividade do sujeito:

Mas, de maneira geral a dica é:

Para fotografar paisagens: uma lente grande angular (ex. 12-24mm ou uma geral como 18-55mm), filtro polarizador e/ou gradual de densidade neutra.

Para ambientes internos ou lugares com pouca luz: uma lente bem clara (com abertura máxima bem grande). Uma ótima opção é uma lente 35mm f/1.8 ou uma 50mm f/1.8. Talvez seja o caso de levar um flash. Se for, lembre de incluir pilhas extras.

Se for fazer imagens bem ao entardecer, que exijam velocidades abaixo de 1/60s, leve um tripé simples. Mas não exagere, esse item geralmente usamos pouco e carregamos bastante.

Para eventos sociais, feirinhas, festas populares: uma lente zoom de uso geral (ex. 18-105mm, 24-70mm…) será tudo que você vai precisar.

Para fotografar animais selvagens ou esportes: uma lente longa como 70-200mm, 200-400mm… sem dúvida.

Para lugares de praia, balneários, pescarias, piscinas ou parques aquáticos: uma câmera a prova d’água ou uma caixa estanque para a sua câmera vai garantir a diversão e ótimas fotos. Se optar por levar a DSLR, leve obrigatoriamente um filtro polarizador. Ele vai eliminar boa parte dos reflexos da luz na água e ainda proteger melhor sua lente.

Acrescente na mochila sempre:
• Pilhas ou baterias extras para tudo.
• Cartões de memória extras previamente “limpos”.
• Carregadores de baterias.
• Kit de limpeza (Lenspen, paninhos, bombas de soprar).
• Proteção contra chuva se for o caso.

Sempre que estiver no hotel ou hospedagem, recarregue as baterias, troque o cartão de memória, faça backup de segurança se puder, verifique o equipamento e planeje o dia seguinte. Saiba de cabeça, onde estará cada item do seu equipamento na sua mochila.

Se for andar em lugares mais hostis, procure usar pouco equipamento e uma bolsa não-fotográfica. Escolha uma bolsa-carteiro que possa ficar com a câmera e alguns itens extras sempre a mão. Assim você chama menos a atenção. As vezes é prudente não usar uma DSLR padrão e sim uma compacta de boa qualidade, assim você fica mais “transparente”.

Depois de separar tudo, encha a mochila e verifique se não é muito peso pra carregar. Seja honesto com você mesmo. Só como referência, uma pessoas de 80kg em boa saúde, carrega durante o dia todo uma mochila de uns 5kg com relativo conforto. Passar muito disso vai exigir uma preparo físico mais específico.
Também esteja atento às exigências de volume e peso das companhias aéreas quanto a bagagem de mão. Jamais despache equipamento fotográfico, leve-o sempre como bagagem de mão.

Eu gosto de levar um caderninho simples e pequeno pra fazer anotações. Uma espécie de diário. Isso me ajuda a organizar as fotografias posteriormente. Também costumo guardar recibos e tickets, mapas de turismo e panfletos dos lugares por onde passei para poder produzir um foto-álbum posteriormente com esses materiais scaneados e com as informações corretas de tudo que aconteceu.

Finalmente, uma mochila adequada para o trabalho. Nem muito grande nem muito pequena. Muitas delas possuem um sistema de alças para prender um tripé médio do lado de fora e uma sobre-capa contra chuvas, isso é legal.

Geralmente menos é mais! Selecione bem o seu kit. É um desafio!

Mas o equipamento também é você:

• Alimente-se bem todos os dias, antes e durante os dias da viagem.
• Leve algo pra comer durante o dia se for ficar longe da sua hospedagem
• Beba muita água sempre.
• Mantenha-se saudável pratique esportes aeróbicos. Prepare-se fisicamente para a empreitada.
• Leve seus medicamentos de uso contínuo (especialmente se for para o exterior) e se possível as receitas médicas correspondentes.
• Planeje seu vestuário de acordo com o local e clima esperado. Evite surpresas.
• Lembre-se dos seus amigos: boné, protetor solar e repelente de insetos. Rsrs

Aproveite bem cada viagem! Ótimos clicks!

O que é Bokeh ?!

A palavra bokeh, vem de um termo japonês que significa desfocado. É utilizada para designar aquele desfoque pronunciado no plano de fundo de uma imagem.

Já vimos que profundidade de campo (PC) é aquela região atrás e à frente do objeto focado que ainda está em foco, com aceitável nitidez. A profundidade de campo é sempre menor na frente do objeto do que atrás dele.

O conhecimento e domínio da profundidade de campo é muito útil, entre outras coisas, para “borrarmos” o fundo da imagem dando assim mais ênfase ao objeto fotografado. É uma maneira muito útil de “limparmos” a cena daquilo que não interessa mostrar. Ou muitas vezes, o que queremos é apenas sugerir o que está atrás do objeto.

Guarde as regrinhas:

1) Quanto maior a abertura utilizada, menor será PC.

2) Quanto mais próximo do objeto focado a câmera estiver, menor será a PC

;

3) Quanto maior a distância focal da lente, menor será a PC.

;

Então, para que suas fotografias fiquem com aquele bokeh acentuado (ou seja, uma pequena profundidade de campo), você deve usar a maior abertura possível para a sua lente, a lente mais “tele” (com maior distância focal) e se aproximar o máximo possível do objeto que ficará nítido.

Exercite isso! Bastante.

Lentes

As lentes ou objetivas são os olhos da câmera. Por isso devemos entender seu funcionamento com precisão para usarmos cada tipo de lente para a situação correta. Quando falamos em lente, podemos cair no erro de acharmos que trata-se de um tubo plástico ou metálico com uma vidro especial lá dentro. Mas na verdade, o que chamamos de  lente é um conjunto de lentes. Um pacote composto por diversos elementos ópticos em arranjos muito precisos. Os materiais utilizados na fabricação dos “vidros” são muito delicados e de pureza altíssima.

Distância focal

É uma especificação que toda lente tem. É uma medida bem técnica, entre um ponto específicos dentro da lente e o sensor da câmera. Pra que gosta de um tecniquês é: a distância entre o ponto de convergência da luz (ponto nodal) até o ponto onde a imagem é focalizada (o sensor).

A distância focal é medida em milímetros, por exemplo: existem lentes 12mm, 50mm, 200mm… Geralmente, mas nem sempre, quanto maior  a distância focal, maior é a lente fisicamente. Mas isso varia um pouco de acordo com o projeto interno dos elementos que compõe a lente.

Fixas x Zoom

Lentes zoom (ou lentes de distância focal variável) são aquelas que possuem um anel ao redor do seu corpo usado para “aproximar” ou “distanciar” a cena. Elas são muito práticas e eficientes. Geralmente vem uma dessas junto com sua câmera nova. É a chamada lente do kit. Ocupam pouco espaço na mochila e nos permitem chegar perto daquilo que está longe sem sairmos do lugar. Uma lente zoom não muito clara, pode sair por um preço bem acessível e solucionar grande parte dos seus problemas de enquadramento.

Exemplo de lente zoom:

As lentes fixas (lentes de distancia focal fixa ou chamadas prime) não possuem o anel de zoom, sendo assim, para aproximarmos o assunto, teremos que usar os pés! Zoom de sapato! Rsrs
As lentes fixas são, via de regra, mais nítidas e precisas do que as zoom. São geralmente caras, e mais claras. Mas são especialistas em uma distância focal definida.

De acordo com o tipo de fotografia que você faz, será mais vantajoso usar fixas ou zooms. Por exemplo, se você está em viagem com a família, uma lente zoom 18-200mm será uma grande companheira, bem como em situações de fotojornalismo, ou eventos sociais. O que mais interessa nessas situações é a rapidez e praticidade no uso. Se você estiver trabalhando com macrofotografia, paisagens tranqüilas, retratos… Poderá usar fixas de alta qualidade porque de antemão já saberá que situação vai encontrar e pode dispor de um pouco mais de tempo para possíveis trocas de lentes quando necessário.

Pra quem está começando eu sempre sugiro uma zoom (que geralmente vem com a câmera) como 18-105mm, 18-135mm ou 18-200mm e como segunda lente uma pequena notável 50mm f/1.8, que é uma lente bem barata, pequena e de excelente qualidade de imagem, muito útil para fotografias em ambientes internos.

Famílias de lentes

As lentes fotográficas são geralmente divididas em famílias de acordo com sua distância focal.

Grande-angulares (wide angle): possuem distância focal abaixo de 50mm. Caracterizam-se por fornecerem uma imagem bem “larga” da cena. São úteis quando queremos colocar bastante informação na foto. Geralmente empregadas em fotografia de paisagens, arquitetura, grandes grupos…

Abaixo, uma lente grande-angular, zoom, 8mm-15mm da Canon:

Lente “normal”: é a 50mm. Fotos feitas com 50mm (a “cinquentinha”, como se diz no fotografês) são agradáveis e naturais em termos de perspectiva. Ou seja, as distâncias entre os planos (primeiro, segundo e fundo) são muito próximas da visão humana. Ela nem “achata” e nem “expande” os planos. São extremamente versáteis para uma ampla gama de fotografias. Nunca saia de casa sem ela! rsrs

Abaixo, uma lente fixa de 50mm f/1.4. da Nikon:


Tele-objetivas: acima de 50mm. São lentes de “alcance”. Elas trazem a imagem pra perto de nós. Fazem um recorte mais estreito da cena, ou seja, tem uma ângulo de visão mais restrito.São amplamente utilizadas em fotografia à distância, especialmente esportes e natureza.

Abaixo uma tele, zoom de 70-200mm, da Nikon:

Na família das teles, chamamos de “tele curta” até 100mm, “tele média” até 200mm e “tele longa” acima de 200mm, mas isso varia um pouco, não é uma classificação muito rígida.

O importante é pensar que quanto mais “tele”, ou seja, quanto maior a distância focal, maior o alcance da lente, maior seu poder de aproximação e mais estreito será seu ângulo de visão. Quanto mais “wide”, mais largo é o angulo de visão e mais assunto colocamos dentro da cena.

Observe a figura abaixo e a relação entre a distância focal e o ângulo de visão.

Distância focal x compressão de planos

Quanto mais “wide” a lente for, mais os planos da cena se distanciarão um do outro. A perspectiva da cena será expandida. Quanto mais “tele” mais “achatados” esses planos ficarão. A perspectiva da cena será comprimida. Observe por exemplo em fotos feita de jogadores de futebol durante uma partida. A platéia atras do jogador parece estar próxima dele, mas está distante. Esse é o típico efeito de compressão da perspectiva, ou achatamento dos planos da imagem.

Lente para retratos naturais

Uma lente em torno de 80mm até 130mm gera uma imagem natural da fisionomia das pessoas. Também é importante lembrar que a distância típica para retratos deve estar entre 2 e 4 metros do assunto com essas lentes. Assim o nariz e orelhas não parecerão nem mais distantes nem mais aproximados uns dos outros do que realmente são.
Existem lentes muito específicas para retratos, como a Nikon 85mm f/1.4! Custam uma pequena fortuna, mas são incríveis.

Observe como a mudança de distância focal deformar de maneiras diversas o rosto:

Câmeras cropadas!

Crop (corte, em inglês) é um jargão fotográfico que pode designar um corte na fotografia no computador ou no laboratório, mas também um corte que a câmera faz por suas características de dimensão de sensor.

O sensor “padrão” tem uma medida equivalente ao antigo filme de 35mm. Geralmente 36mm x24mm. As câmeras com esse tipo de sensor são chamadas full-frame. Sensor cropado é menor que o sensor full-frame. Isso muda a relação que teremos com as distâncias focais das lentes.  Elas devem ser reconsideradas da seguinte forma:

Por exemplo, a câmera Nikon D7000 é cropada, tem um sensor de formato chamado de APS-C (23,6 x 15,6 mm). O seu fator de corte é de 1.5. É o que a Nikon chama de câmera DX. Quando utilizamos uma lente de 100mm nessa câmera, a lente apresenta uma imagem equivalente a 150mm em termos de angulo de visão.

As características de perspectiva da cena serão de 100mm mas o ângulo de visão será de 150mm. Porque a lente projeta sobre o sensor uma imagem da largura de visão que a 100mm produz mas como o sensor é menor que a imagem projetada, ela capta apenas o centro, dando-nos a impressão de que estamos usando uma 150mm. Fica uma “borda” da imagem vista pela lente, sem ser capturada pelo sensor.

Para quem usa bastante lentes tele, isso pode ser útil, já que você estará “ganhando” opticamente uma esticada na sua lente, mas na verdade nem é um ganho, é apenas uma imagem captada parcialmente, a p´ropria câmera está fazendo um corte. Para quem trabalha com grande-angular isso representa uma perda significativa de imagem. Uma lente grande-angular de 12mm, funcionará como uma lente 18mm.

Sendo assim, a lente normal (em termos de angulo de visão), para uma câmera cropada seria próxima de 35mm. Usar uma 35mm vai afastar um pouco os planos da cena porque ela é mais “wide” do que a 50mm. Outra opção é usar a 50mm mesmo e dar um “zoom-de-sapato” pra traz uns 4 ou 5 passos, se for possível! Rsrs

Dicas para trocar a lente

  • Não troque lente em ambientes empoeirados, com fumaça ou areia. Pode sujar o senso da sua câmera.
  • Ao trocar a lente procure apontar o sensor exposto para baixo para evitar que caia alguma coisa dentro nele.
  • Não fique falando em cima do sensor exposto.
  • Segure o equipamento com atenção e cuidado. Se possível faça a troca de lentes sobre uma mesa.
  • Não force o encaixe. Esteja certo de que a lente está na posição correta.
  • Não use lentes que você não sabe se são compatíveis com sua câmera. Isso pode danificar mecanicamente e eletronicamente tanto a lente quanto a câmera.

Cuide bem delas

Uma lente bem tratada pode trabalhar com precisão por décadas. Vejamos algumas dicas para conservar bem as suas:

  • Quando não estiver usando sua lente, coloque a tampinha.
  • Use a câmera sempre com alça de pescoço, ombro ou mão. Um tombo geralmente é fatal.
  • Use sempre o parassol. Ele evita que você bata a lente em algum lugar enquanto carrega a câmera no ombro. Quebrar ou riscar o parassol dói bem menos que a lente.
  • Use um filtro UV sempre que possível. Ele proteja sua lente de sujeita e riscos e ainda melhora suas fotos ao ar livre. Mas compre um de boa qualidade para não prejudicar o desempenho da lente.
  • Compre uma caneta de limpeza tipo Lenspen (pode ser encontrada facilmente em lojas e sites de material fotográfico). É a maneira mais segura de tirar alguma marca de dedo ou embasamento. Se ficar na dúvida, não arrisque, leve-a em uma boa assistência técnica para uma limpeza profissional.
  • Nunca assopre sua lente! Já vi gente fazendo isso. É fatal, sua saliva é cheia de matéria orgânico e microorganismos vivos. É sim! Quando assopramos a lente, gotículas de saliva se aderem a ela e começa uma multiplicação de bactérias sobre o vidro. Isso não é bom. Use uma bombinha sopradora pra tirar algum cisco.
  • Guarde suas lente em lugar arejado. Utilize uma caixa plástica bem limpa e coloque dentro dela alguns saquinhos de sílica secante para controlar a umidade.
  • Se precisar limpar uma lente com líquido, utilize os que são específicos para isso, mas nunca utilize pano úmido com água, álcool, ou qualquer produto de limpeza doméstica. Se ficar na dúvida, leve na assistência técnica.

Um trio fantástico!

Existem 3 elementos básicos que compõe a Exposição de uma fotografia. Se você entender bem isso, acredite, terá entendido tudo que é necessário para exercitar sua capacidade de expor corretamente as cenas.

ISO

É um conceito bem básico e bem simples de entender. É o nível de sensibilidade do sensor da câmera à luz.

A escala típica é 25, 50, 100, 200, 400, 800, 1600, 3200, 6400…

Um ISO mais alto capacita sua câmera a fotografar em ambientes com menos luz. Por outro lado, quanto maior o ISO, mais a qualidade da imagem se degrada, surge então o tão mal-falado ruído digital e as cores tendem a ficar esmaecidas. Procure sempre usar o menor ISO possível para manter o melhor nível de qualidade que seu sensor pode fornecer.

Cada valor desta escala tem uma relação de dobro ou metade com seu valor vizinho. Por exemplo se você estiver utilizando ISO 100 e passar para ISO 200, sua câmera precisará de metade da luz disponível para criar uma fotografia com a mesma exposição.

Apenas como um ponto de partida adote a seguinte dica:

  • Para ambientes externos ao sol, ou na sombra mas com bastante luz use o ISO mais baixo que sua câmera permitir (deve ser 100 ou 200)
  • Para dias nublados use ISO 400
  • Para ambientes internos use ISO 800.

Isso é apenas uma referência inicial, conforme cada situação você terá que tomar a decisão de subir o ISO ou não. Mas via de regra use o ISO mais baixo possível.

As câmera mais modernas permitem que você ajuste um “Auto ISO”, ele é amado por muitos e odiado por muito outros. O Auto ISO é um recurso em que a câmera vai escolher o ISO mais baixo possível pra cada situação de acordo com parâmetros que o fabricante definiu. Vamos falar mais disso em um outro post. Quando bem usado ele é útil, mas por questão didática, se você for iniciante na fotografia, não uso-o agora. Pratique bastante o uso de Abertura e Velocidade com ISO fixo, definido por você mesmo. Isso ajudará firmar os conceitos.

A sigla ISO significa International Standards Organization. Antigamente haviam duas outras escalas chamadas ASA (norte-americana) e DIN (européia).

Abertura

Esse é o conceito mais complicado de entender, mas é importantíssimo.
É o controle que define a quantidade de luz que passa por sua lente. Esse controle abre mais ou fecha mais o orifício chamado diafragma que fica dentro da lente. Nas câmeras e lentes mais modernas esse controle é feito no próprio corpo da câmera. Mas alguns fabricantes ainda optam por ter um anel ao redor da lente por onde pode-se fazer a seleção da abertura. Isso não importa muito, é apenas uma escolha do fabricante e que mais tem a ver com o design do equipamento.


A abertura segue uma escala internacional onde seus valores típicos são
f/1.4 – f/2 – f/2,8 – f/4 – f/5,6 – f/8 – f/11 – f/16 – f/22

Alguns fabricantes possuem valores entre esses da escala acima, mas procure decorar essa escala tradicional. A cada valor acima tem uma relação de “dobro luz” ou “metade da luz” com o valor vizinho. Por exemplo, se sua lente está em f/2, ao desloca-la para f/2.8, você estará permitindo apenas a entrada da metade da luz. Se deslocar de f/8 para f/5,6 estará permitindo o dobro da luz passando pela lente.

Na sua lente deve haver uma especificação gravada com um valor f/”qualquer coisa”. Por exemplo, se for uma lente com zoom (aquelas em que a gente pode aproximar a cena), pode estar escrito: 18-105 f/3.5-5.6. O que isso significa?
Essa lente tem uma distância focal variável, ou seja, é uma lente zoom! Ela varia de 18mm (bem larga, bem “wide”, pega bastante da paisagem geral da cena, tem um angulo de visão bem aberto) até 105mm (que já é uma boa aproximação e pega apenas um pequeno ângulo de visão da cena). Na posição mais “wide”, 18mm, ela permite uma abertura máxima de f/3,5, e na posição mais “tele” (de maior aproximação), 105mm, ela permite uma abertura máxima de f/5,6.
Se a sua lente for uma fixa, ou seja, que não varia distancia focal, por exemplo: 50mm f/1.4, ela permite uma abertura máxima de f/1.4. Isso é uma lente bem clara, porque deixa entrar bastante luz.

Agora, o que é f/1.4 na realidade? É uma representação do diâmetro físico da entrada da luz na lente. A letra “f”, representa a ditância focal da sua lente. Por exemplo, se sua lente for 100m f/2, em abertura máxima ela permite um orifício de 100mm/2, ou seja 50mm de diâmetro para a passagem da luz. Só isso, mas não precisa se preocupar com essa medida. É só curiosidade mesmo. O mais relevante é perceber que quanto menor o número no denominador f/”x”, maior será a abertura física para passagem de luz.

Quando você põe sua câmera DSLR no modo A (de Aperture, nas Nikons) ou Av (de Aperture Value, nas Canon), você esta dizendo pra ela que vai escolher a abertura, e ela vai escolher a velocidade do obturador necessária para alcançar o que ela julga ser a “exposição ideal”.

Outro aspecto muito importante do controle de abertura é que ela influencia grandemente na Profundidade de Campo! Vixi! Que isso?

Você já deve ter reparado que algumas fotografias tem o plano de fundo “borrado”, desfocado. O tal “campo” é a região da cena que está com foco aceitável, nítida. Suponha que você esteja diante de uma pessoa com um campo de flores ao fundo. Se a profundidade de campo for pequena, a pessoa estará no foco, bem nítida, mas as flores ao fundo estarão desfocadas. Para conseguirmos esse efeito usamos grande aberturas, ou seja, f/2, f/4. Já para colocarmos tudo no foco, desde o que está mais próximo da câmera até o fundo infinito atrás do assunto, usamos pequenas aberturas como f/11, f/16, f/22…

Enfim, profundidade de campo é todo aquele “trecho” entre você (o fotógrafo) e o infinito distante à sua frente que está nítido. O “ponto” exato do foco está dentro deste espaço, mas há imagem nítida entre você e o ponto de foco e entre o ponto de foco e um pouco mais atras dele.

Mas pra que usamos isso?! Uma grande vantagem da profundidade de campo pequena é que “isolamos” o assunto do fundo. Muitas vezes o fundo distrai demais o observador. Desfocar o fundo, “limpa” a foto, conduzindo a atenção para o tema principal. Observe a foto abaixo, foi feita com uma lente 105mm com abertura em f/2.8:

A foto abaixo tem abertura f/3.3. Observe que a peça do jogo com o número 12, está no ponto de foco, mas a peça 13 e a peça 4 que estão antes e depois do ponto de foco (mais próximo do fotógrafo e mais distante do fotógrafo respectivamente), estão já saindo do foco. As peças mais distantes da câmera, vão perdendo ainda mais a nitidez.

Velocidade

É a velocidade do obturador. Ou seja, é o tempo que o sensor da sua câmera fica exposto à luz. É uma medida que varia de segundos à frações de segundos. Por exemplo: se você ajustar a câmera para 1/60, o sensor ficará exposto durante o tempo de 1 segundo dividido por 60. Isso parece bem rápido mas não é. Essa é a velocidade mais baixa (mais lenta) que um simples mortal geralmente segura a câmera sem “tremer” a imagem. Velocidades mais baixas, mais lentas como 1/30s, 1/2s, 1s, 4s… exigem que usemos um tripé.
As escalas de velocidade também variam de fabricante pra fabricante, mas será sempre algo como: 4s, 3s, 2s, 1s…1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/90s,…, 1/500s, 1/750s, 1/1000s…

Nas Nikons o modo S (Speed) significa que você quer escolher a velocidade e quer deixar pra câmera escolher a Abertura necessária para uma “exposição correta”. Nas Canon o modo é chamado de Tv (Time Value).

Poder controlar a velocidade é muito importante porque nos dá um recurso criativo fantástico: podemos congelar ou mostrar o movimento da cena! Por exemplo, se você for fotografar um jogador de futebol com velocidade 1/60 ou 1/90, a cena mostrará um “borrão” no corpo do jogador em movimento, porque ele se moveu enquanto o obturador ficou exposto. Se você fotografar o mesmo jogador com velocidade 1/500 ele aparecerá totalmente paralisado no momento do Click.

Observe a foto abaixo. O músico pôde ser representado com o movimento do seu instrumento por conta do uso de uma velocidade 1/90s.

Observe a foto abaixo. Foi feita com uma velocidade de 1/45s. O fotógrafo estava sentado no gira-gira. Então, em relação à menina, ele estava praticamente parado, mas em relação ao fundo, ambos estavam em movimento rápido, o que deu esse efeito “borrado”. A cena transmite com eficiência a sensação de movimento.

A relação velocidade x abertura

Imagine que abertura e velocidade são duas variáveis que definem a Exposição. Uma boa analogia é a de uma torneira para encher um copo de água. Imagine que o copo cheio seja a Exposição correta. A velocidade com que a água sai da torneira seria a Velocidade do obturador, o quanto eu abro o registro da torneira seria a Abertura, quanto mais eu abrir, mais rápido o copo enche, ou seja, mais abertura, menos tempo para encher. Se eu fechar um pouco a torneira, vou precisar de mais tempo pra encher o copo e vice-versa.

Abertura e Velocidade trabalham concatenadas para chegarem à exposição desejada. Se você estiver usando ISO 200, por exemplo e Modo S (speed), ao mudar a velocidade, terá a seguinte sequência de aberturas relacionadas em uma dada situação:

1/250s com 2.0; 1/125s com f/2.8; 1/60s com f/4; 1/30s com f/5.6; 1/15s com f/8; 1/8s com f/11; 1/4s com f/16…

Ou seja, para chegar na mesma “exposição ideal”, a câmera anda pra um lado da escala de abertura, conforme andamos para o outro lado na escala de velocidade. Cada vez que eu dobro o tempo de exposição do sensor, a câmera fecha a abertura pela metade.

E o ISO ? O ISO desloca essa escala, é como se eu tivesse uma torneira maior, como aquelas de bombeiro, com muita água e muita pressão. Aumentando o ISO vou sempre conseguir a “exposição correta” com menos tempo (velocidades mais rápidas) ou com uma abertura menor, ou com menos luz no ambiente.

Treinando…

Eu sugiro um roteiro para fixar na prática esses conceitos:
Fixe o ISO em 100 ou 200, num dia de sol, vá para uma praça e coloque a câmera no modo A ou Av. Faça várias fotos do mesmo objeto variando por toda a escala de abertura e observe no visor da sua câmera como ela vai alterando a velocidade sempre que você altera a abertura. Observe também como o fundo da imagem vai se desfocando em aberturas grandes (f/2 por exemplo) e conforme você varia para aberturas menores (f/11, por exemplo) o fundo vai ficando nítido.
Depois ponha a câmera no modo S ou Tv e vá mudando a velocidade e observe como ela vai mudando a abertura tentando levar a fotografia para uma “exposição correta”.
Faca o teste de mudança de velocidades usando uma criança num balanço como assunto. Posicione-se de maneira a fotografar a criança de lado, pegando o movimento pendular do balanço e vá fazendo as mudanças de velocidades. Comece em 1/15, depois 1/30, 1/60… Até 1/500. Observe os resultados com atenção.

Concluindo…

Você ajusta o ISO de acordo com a condição de luz do ambiente. Siga a minha dica inicial.
Depois, se quiser escolher borrar o fundo ou manter tudo nítido, use o modo A ou Av.
Mas se a sua preocupação for fotografar coisas em movimento e quiser controlar a “aparência” de movimento da cena, use o modo S ou Tv. Experimente bastante. Fotografia tem que ser praticada intensamente para gerar resultados consistentes. Bons clicks!

Compre com moderação!

Agora chega o fim de ano, todo mundo já vai pensando em comprar um presentinho… E você deve estar se perguntando: que câmera eu compro pra dar de presente… pra MIM!? rsrs

Bom eu vou dar um roteirinho, bem pessoal, pra ajudar na sua escolha. Existem duas coisas básicas que você deve considerar na hora de comprar a sua belezura de câmera nova: o orçamento e a aplicação.

Orçamento:

Vou dividir as pessoas em 4 grupos de orçamento:

1-Endividado: Não tem dinheiro pra nada porque está muito endividado. Se você está nesse grupo, esquece a câmera. Tem que tentar sanar suas dívidas, equilibrar as despesas com as receitas, fazer uma poupança para reservas e só depois pensar em gastar. Acabou seu roteiro aqui. Pode sair do post. Procure por um blog de finanças! rsrs

2- Modesto: Tem pouco dinheiro, e muita vontade de fotografar. Aqui está a maioria das pessoas. Estabeleça o valor máximo que você pode dispor para gastar. Seja “mão-de-vaca”, vai ser melhor. Com uma câmera simples já dá pra treinar bastante. O importante é começar. Ou então, vai guardando um “dindin” pra passar para o próximo nível de orçamento. Neste nível aqui estou considerando um orçamento de até uns R$ 1.000,00

3- Médio: Seu orçamento permite investir até uns R$ 3.000,00. Ótimo! Você vai conseguir achar uma DSLR de entrada (aquelas mais simples nas linhas dos fabricantes) e ainda comprar um tripé, uma bolsa, um ou dois cartões de memória… coisas que completam o kit e ajudam muito.

4- Tá podendo: Tem grana pra distribuir! Brincadeira, rsrs. Você tem mais de R$ 3.000,00 pra investir. Isso é um caso raro! Você está com o orçamento doméstico em dia e ainda tá sobrando dinheiro. Vixi! Cuidado pra não ser uma presa fácil das lojas, revistas de fotografia e de si mesmo.

Aplicação:

Agora, pense francamente sobre as suas intenções com a fotografia:

Hobby: você vai pra praia com a família, registra os aniversários, fotografa seus passeios… Quer ir desenvolvendo sua visão, composição… mas sem muita pretensão. Não quer dispor de muito tempo estudando. Está mais interessado em “dicas rápidas”. Tudo bem. Isso é muito bom.

Entusiasmado: você já tem uma compacta, fotografa até o espirro da vó e a mosca que pousa na sua sopa. Costuma ler sobre o assunto com certa frequência e quer avançar em conhecimento, técnica e tempo com a fotografia. É algo realmente relevante na sua rotina.

Tá Ficando Sério: você fotografa bem e percebe que já é hora de avançar com o equipamento porque já possui uma certa visão fotográfica e tem panos maiores para isso na sua vida. Talvez se torne uma fonte de renda, ou já se tornou. Ótimo.

Escolhendo então. Localize abaixo a sua situação:

“Endividado” x Qualquer Uso:

Já era pra estar fazendo aquela planilha de orçamento doméstico!

Orçamento “Modesto” x Uso “Hobby”:

Compre uma compacta pequena, simples e prática, isso é o seu foco. Mas pesquise bem, porque algumas delas não oferecem mais do que um bom celular oferece. Procure comprar uma no limite do seu orçamento. Você vai fotografar apenas em modo automático. Suas fotos podem melhorar se você mudar alguns comportamentos errados no ato de clicar, mesmo que esteja usando uma câmera bem básica. Se encontrar uma capa à prova d´água para ela vai ser muito útil para praia, piscina e pescarias.

Orçamento “Médio” x Uso “Hobby”:

Compre uma compacta com bastante zoom ou com corpo à prova d´água. Você vai se divertir muito com uma máquina pequena, automática e com recursos legais para momentos em família. Não compre uma máquina que troque as lentes se você não pretende investir nisso no futuro.

Orçamento “Tá Podendo” x Uso “Hobby”:

Compre a mesma coisa do item anterior e dê um presentinho pra mais alguém!Rsrs! Pra hobby, não precisa gastar tanto dinheiro com uma câmera. Vai por mim.

Orçamento “Médio” x Uso “Entusiasmado”:

Compre uma compacta premium. Aquelas compactas que possuem modo Manual ou Semi-automático (prioridade de abertura e velocidade). Se for um modelo com sapata de flash, ótimo. Você pode adquiri-lo mais tarde e ampliar sua técnica. Compre também uma bateria extra, uma bolsa capa pra ela e um cartão sobressalente. Se o dinheiro ainda der, compre um tripé mesmo que bem simples. Isso vai te ajudar muuuito à fazer fotos noturnas. Exemplos de câmeras para o seu perfil: Sony Nex, Canon G12, Canon G11, Fuji X10, Panasonic Lumix…

Outra boa opção é comprar uma “super zoom”. São aquelas câmeras que não trocam a lente, mas possuem um grande alcance. A qualidade da imagem não é igual à das Premium, mas é uma opção.

Orçamento “Médio”  x Uso “Tá Ficando Sério”:

Compre uma DSLR básica: Canon T2, T2i, T3, T3i, Nikon D90, Nikon D3200, Sony NEX ou Sony Alpha… nova ou usada. O seu foco é se desenvolver com mais profundidade técnica, então você precisa ter a possibilidade de investir em lentes no futuro próximo. Essas câmeras vêm com uma “lente do kit” que é bem razoável. Ela é uma lente zoom, de uso geral. Geralmente cobrem uma faixa de 18-55mm ou 18-105mm (Nikon) ou 18-135mm (Canon).

É importante comprar um tripé simples, uma bateria extra, um filtro UV (para proteger sua lente, uma bolsa e pelo menos 2 cartões de memória. Com um kit desses você consegue começar a fazer trabalhos remunerados.

Se conseguir garimpar uma lente usada 35mm ou 50mm com abertura f/1.8 ou f/1.4 em lojas especializadas, será uma graaaaaande vantagem. É uma lente fixa com o angulo de cobertura bem próximo da visão humana. Ela tem um nível de nitidez bem melhor que a lente do kit e proporciona um desfoque do fundo da cena muito bonito. Ótima para muitas situações, especialmente para retratos. Por ser muito clara (grande abertura do diafragma) facilita muito fotografar em ambientes com pouca iluminação. Vale cada real. Nunca saia de casa sem ela! rsrs

Então, sua listinha de compras: Corpo SDLR básica + lente do Kit + Bolsa + Filtro UV + Bateria e Cartão extra + Tripé + 50mm! Uau! Vai fazer muita coisa legal com isso!

Orçamento “Tá Podendo” x uso “Tá Ficando Sério”:

Você já faz alguns trabalhos remunerados. Então, uma opção é trocar o corpo da sua câmera por um mais atualizado. Mas considere investir em lentes. Uma lente bem clara (f/2.8 ou menor) é um investimento caro, mas é para muitos anos (pelo menos 10 ou 15 anos de uso intenso). Lentes de qualidade melhorarão muito o seu resultado.

Se puder, invista num segundo corpo se a sua intenção for cobrir eventos. Isso vai lhe dar mais segurança em caso de pane do equipamento. Ou ainda em uma ou duas unidades de flash que possam ser disparados remotamente. Isso vai ampliar as suas possibilidades de trabalho. Você estará dando um upgrade no equipamento visando o aperfeiçoamento comercial.

Alguns acessórios como filtros para situações especiais, sombrinhas difusoras, um tripé bem caprichado, rebatedores, teleconversor… devem ser alvo das suas pesquisas agora. A lista de acessórios é grande e vai depender do tipo de trabalho que você está visando.

Enfim, à todos: compre com moderação!

A anatomia da DSLR!

Vejamos do que é feita uma DSLR!

Imagem

Corpo

É a parte principal. É a câmera sem a lente, basicamente. Onde ficam praticamente todos os circuitos. Ele é responsável por todo o processamento e armazenamento da imagem.

Lente (1)

Conjunto óptico por onde passa a luz à caminho do sensor (7). É a porção menos eletrônica da câmera. Geralmente, as pessoas imaginam que a lente seja “uma” lente, mas na verdade é composta por um “conjunto óptico” com muito elementos. Juntamente com o sensor é o componente mais delicado da câmera.

A qualidade e a preservação da lente influencia diretamente e majoritariamente na qualidade da imagem final. A lente é o “olho” da câmera.  O corpo da câmera dura alguns anos, mas uma boa lente será utilizada por algumas décadas.

Nunca ponha o dedo, água, produtos químicos inadequados na lente. Existem tecidos, pincéis e líquidos especificamente desenvolvidos para a limpeza. Nunca exponha a lente à umidade ou calor excessivo.

As melhores lentes custam mais caro (às vezes, muito mais caro), do que o corpo da câmera. Por isso, trate-as com o devido cuidado!

Diafragma (8)

É um dispositivo eletrônico/mecânico (em lentes mais antigas, apenas mecânico) alojado dentro da lente. Ele é o equivalente à nossa íris ocular. Sua função é definir o tamanho da abertura por onde passará a luz. Abertura maior, mais luz. É composto por um conjunto de lâminas que formam um círculo mais aberto ou mais fechado de acordo com os ajustes dados pelo fotógrafo. Nas câmeras e lentes mais atuais, a abertura é controlada eletronicamente pela câmera, nas mais antigas, ou com uma concepção “menos eletrônica”, existe um anel de ajuste da abertura, no corpo da lente.

Obturador (6)

Dispositivo que fica posicionado em frente ao sensor (7) da câmera. Por ele se define o tempo em que o sensor ficará exposto à luz. Funciona como uma “cortina” que sobe e desce deixando ou impedindo a chegada da luz ao sensor.

Pentaprisma (4) e Espelho (3) 

É uma dupla que trabalha em conjunto. O Pentaprisma é elemento óptico fixo  e o espelho é móvel.

Enquanto o fotógrafo está observando e ajustando a câmera, o espelho desvia a luz que entra pela lente para o pentaprisma. Passando pelo pentaprisma, a imagem chegará ao olho do observador. Ao pressionar o botão do obturador, o espelho se levanta, a imagem na ocular some por um instante, o sensor é exposto e depois o espelho se abaixa novamente.

Esse sistema permite que vejamos a cena através da própria lente o sensor usa para receber a luz.

Sensor (7)

O sensor é o “filme” digital. Na verdade ele fica onde ficava o filme nas câmeras analógicas. É um componente eletrônico sensível à luz. Ele é responsável por transformar sinais luminosos em informação eletrônica armazenável.

Controles

A sessão de controle é muito variável de uma câmera para outra. Câmeras para uso profissional geralmente possuem muitos botões posicionados em locais estratégicos de forma que o fotógrafo possa acessá-los sem tirar o olho da câmera.

Em câmeras mais compactas, esses arranjos variam muito. Ultimamente temos visto inclusive, muitas câmeras com telas sensíveis ao toque, eliminando assim grande parte dos botões. Isso pode parecer muito moderno e sofisticado, mas nem sempre é prático.

Sapata de flash

É um encaixe metálico eletrônico/mecânico no topo do corpo da câmera, onde pode ser acoplado um flash externo. Esse flash deve ser projetado para a câmera em questão visto que os contatos eletrônicos que transmitem os sinais da câmera para o flash são específicos e diferentes em cada modelo.

Flash embutido

Pequena fonte de luz (algumas vezes configurável ou não) instalado no próprio corpo da câmera. Nas câmeras compactas, ele geralmente é visível, mesmo sem ser usado. Nas DSLR tem um formato “pop-up”, ao ser acionado ele se levanta exibindo o compartimento da lâmpada.

Empunhadura

Ponto no corpo da câmera onde ele é segurada. Esse é um aspecto da câmera comumente despresado, mas importantíssimo. Câmeras tem que ser seguradas com firmeza, que seja uma câmera muito leve e pequena quer seja uma câmera pesada.

View Finder

É a “telinha” de LCD. Em muitas câmeras compactas (sem espelho), não temos a ocular (aquela lente por onde tradicionalmente se enquadra a cena) , temos apenas a tela de LCD. Nas DSLR temos o conjunto de pentaprisma+espelho alimentando a ocular, e na grande maioria delas também temos a opção de fotografar pela tela.