O que é Bokeh ?!

A palavra bokeh, vem de um termo japonês que significa desfocado. É utilizada para designar aquele desfoque pronunciado no plano de fundo de uma imagem.

Já vimos que profundidade de campo (PC) é aquela região atrás e à frente do objeto focado que ainda está em foco, com aceitável nitidez. A profundidade de campo é sempre menor na frente do objeto do que atrás dele.

O conhecimento e domínio da profundidade de campo é muito útil, entre outras coisas, para “borrarmos” o fundo da imagem dando assim mais ênfase ao objeto fotografado. É uma maneira muito útil de “limparmos” a cena daquilo que não interessa mostrar. Ou muitas vezes, o que queremos é apenas sugerir o que está atrás do objeto.

Guarde as regrinhas:

1) Quanto maior a abertura utilizada, menor será PC.

2) Quanto mais próximo do objeto focado a câmera estiver, menor será a PC

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3) Quanto maior a distância focal da lente, menor será a PC.

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Então, para que suas fotografias fiquem com aquele bokeh acentuado (ou seja, uma pequena profundidade de campo), você deve usar a maior abertura possível para a sua lente, a lente mais “tele” (com maior distância focal) e se aproximar o máximo possível do objeto que ficará nítido.

Exercite isso! Bastante.

Glossário Fotográfico

APS – Advanced Photographic System

CCD – Charge-coupled device (dispositivo de carga acoplada)

ASA – American Standards Association

Bokeh – termo utilizado para se referir a área da imagem que fica desfocada atrasado assunto principal. Palavra de origem japonesa.

CCD – Charge-coupled Device (dispositivo de carga acoplada). Sensor que substituiu o filme tradicional nas câmeras digitais.

Ciano – cor complementar do vermelho, composta de luzes azul e verde

Close-up – aproximação.

CMOS – Complementary Metal-Oxide Semiconductor

Compact-flash – CF. Cartão de memória digital amplamente utilizado em câmeras fotográficas e filmadoras.

Crop – corte.

Diafragma – orifício de abertura variável composto por um conjunto de lâminas, existente dentro das lentes fotográficas capaz de controlar a passagem de luz.

DIN – Deutsche Industrie Normen. Ver ISO

DPI – Dots Per Inch (pontos por polegada). Medida de resolução de scanners, impressões, impressoras e monitores.

DSLR – Digital Single Lens Reflex. Ver SLR.

EV – Exposure Value. Sistema de medida da exposição utilizado por fotômetros.

EXIF – conjunto de informações contidas num arquivo RAW, tais como velocidade, abertura, data, equipamento utilizado…

Filtro – filtro fotográfico. Elemento óptico que é posicionado diante de uma lente para absorção de frequências específicas de luz. Pode ser rosqueado na própria lente ou instalado em um suporte (geralmente retangular ou quadrado) diante dela.

Filtro polarizador – filtro de aparência cinza que “alinha” as ondas de luz em apenas um plano. Reduz fortemente áreas de brilhos na imagem durante a captura.

Filtro UV – filtro aparentemente incolor que absorve apenas a luz ultravioleta.

Fotômetro – dispositivo para medir a luz. Pode se apresentar como parte integrante da câmera ou em forma de um dispositivo portátil.

Histograma – gráfico de barras que exibe uma distribuição de tons indo do preto máximo (esquerda) ao branco absoluto (direita)

Interpolação – processo que visa aumentar a resolução aparente de uma imagem digital. A densidade de pixel média é usada para gerar pixels intermediários, criando na verdade pontos de imagem não-originais.

IR – (infra-red) infra-vermelho. Comprimento de onda mais longo que 720nm

ISO – International Standards Organization. Velocidade ou sensibilidade do filme. É fruto dos antigos sistemas ASA e DIN

JPEG – abreviatura de Joint Photographic Experts Group. Formato de arquivo digital de imagem mais utilizado no mundo. Fornece um alto nível de compressão da informação em relação aos dados originais. Por outro lado, degrada a qualidade da imagem.

Kelvin – unidade de medida de Temperatura de Cor. Nome dado em homenagem ao cientista Lord Kelvin. Representada pela sigla K.

LED – ligth-emitting diode. Diodo emissor de luz ou Fotodiodo. Pequena luz que pode ser construída em diversas cores amplamente utilizada como indicador luminoso em sistemas eletrônicos. Vem sendo usada como flashes de celulares e pequenas câmeras. Existem também agrupamentos (arrays) de flashes que formam iluminadores contínuos para filmadoras.

Lente composta – lente com mais de um elementos interno de vidro. Praticamente todas as lentes fotográficas são compostas

Lente macro – lente capaz de focar bem próximo do assunto.

Lúmen – unidade de medida de iluminação

Magenta – cor complementar do verde, composta de luzes azul e vermelha

Mega (M) – mesmo que 1 Milhão.

Mega Pixel – um milhão de pixels. Ver pixel.

Pixel – ponto que compõe uma imagem digital. Esse termo está frequentemente associado à equipamentos ou dispositivos eletrônicos que captam imagem, tais como câmeras e sensores.

RAM – Random Access Memory (memória de acesso aleatório)

RAW – arquivo digital conforme gerado no sensor da câmera. É uma espécie de “negativo digital”.

Rebatedor – Equipamento plano, flexível, geralmente composto por uma borda semi-rigida e um tecido, usado para refletir luz para um tema a ser fotografado. Muito usado em retratos. Pode apresentar uma superfície, branca, prateada ou dourada, modulando assim a luz refletida.

RGB – red, green, blue (vermelho, verde e azul). Padrão de tintas amplamente utilizado em impressoras, projetores e monitores de vídeo.

Scanner – equipamento que transforma uma imagem impressa em um grande conjunto de informações digitais.

Softbox – caixa de luz. Um dispositivo de difusão controlada da luz. Acopla-se à ela uma fonte geradora de luz contínua ou flash.

SLR – Single Lens Reflex. Câmera reflex com uma só lente.

Snoot – tubo preto cônico que se encaixa em uma fonte de luz. Limita a iluminação em uma área circular.

TIFF – Tagged Image Format File. Formato de imagem digital de alta resolução

Lentes

As lentes ou objetivas são os olhos da câmera. Por isso devemos entender seu funcionamento com precisão para usarmos cada tipo de lente para a situação correta. Quando falamos em lente, podemos cair no erro de acharmos que trata-se de um tubo plástico ou metálico com uma vidro especial lá dentro. Mas na verdade, o que chamamos de  lente é um conjunto de lentes. Um pacote composto por diversos elementos ópticos em arranjos muito precisos. Os materiais utilizados na fabricação dos “vidros” são muito delicados e de pureza altíssima.

Distância focal

É uma especificação que toda lente tem. É uma medida bem técnica, entre um ponto específicos dentro da lente e o sensor da câmera. Pra que gosta de um tecniquês é: a distância entre o ponto de convergência da luz (ponto nodal) até o ponto onde a imagem é focalizada (o sensor).

A distância focal é medida em milímetros, por exemplo: existem lentes 12mm, 50mm, 200mm… Geralmente, mas nem sempre, quanto maior  a distância focal, maior é a lente fisicamente. Mas isso varia um pouco de acordo com o projeto interno dos elementos que compõe a lente.

Fixas x Zoom

Lentes zoom (ou lentes de distância focal variável) são aquelas que possuem um anel ao redor do seu corpo usado para “aproximar” ou “distanciar” a cena. Elas são muito práticas e eficientes. Geralmente vem uma dessas junto com sua câmera nova. É a chamada lente do kit. Ocupam pouco espaço na mochila e nos permitem chegar perto daquilo que está longe sem sairmos do lugar. Uma lente zoom não muito clara, pode sair por um preço bem acessível e solucionar grande parte dos seus problemas de enquadramento.

Exemplo de lente zoom:

As lentes fixas (lentes de distancia focal fixa ou chamadas prime) não possuem o anel de zoom, sendo assim, para aproximarmos o assunto, teremos que usar os pés! Zoom de sapato! Rsrs
As lentes fixas são, via de regra, mais nítidas e precisas do que as zoom. São geralmente caras, e mais claras. Mas são especialistas em uma distância focal definida.

De acordo com o tipo de fotografia que você faz, será mais vantajoso usar fixas ou zooms. Por exemplo, se você está em viagem com a família, uma lente zoom 18-200mm será uma grande companheira, bem como em situações de fotojornalismo, ou eventos sociais. O que mais interessa nessas situações é a rapidez e praticidade no uso. Se você estiver trabalhando com macrofotografia, paisagens tranqüilas, retratos… Poderá usar fixas de alta qualidade porque de antemão já saberá que situação vai encontrar e pode dispor de um pouco mais de tempo para possíveis trocas de lentes quando necessário.

Pra quem está começando eu sempre sugiro uma zoom (que geralmente vem com a câmera) como 18-105mm, 18-135mm ou 18-200mm e como segunda lente uma pequena notável 50mm f/1.8, que é uma lente bem barata, pequena e de excelente qualidade de imagem, muito útil para fotografias em ambientes internos.

Famílias de lentes

As lentes fotográficas são geralmente divididas em famílias de acordo com sua distância focal.

Grande-angulares (wide angle): possuem distância focal abaixo de 50mm. Caracterizam-se por fornecerem uma imagem bem “larga” da cena. São úteis quando queremos colocar bastante informação na foto. Geralmente empregadas em fotografia de paisagens, arquitetura, grandes grupos…

Abaixo, uma lente grande-angular, zoom, 8mm-15mm da Canon:

Lente “normal”: é a 50mm. Fotos feitas com 50mm (a “cinquentinha”, como se diz no fotografês) são agradáveis e naturais em termos de perspectiva. Ou seja, as distâncias entre os planos (primeiro, segundo e fundo) são muito próximas da visão humana. Ela nem “achata” e nem “expande” os planos. São extremamente versáteis para uma ampla gama de fotografias. Nunca saia de casa sem ela! rsrs

Abaixo, uma lente fixa de 50mm f/1.4. da Nikon:


Tele-objetivas: acima de 50mm. São lentes de “alcance”. Elas trazem a imagem pra perto de nós. Fazem um recorte mais estreito da cena, ou seja, tem uma ângulo de visão mais restrito.São amplamente utilizadas em fotografia à distância, especialmente esportes e natureza.

Abaixo uma tele, zoom de 70-200mm, da Nikon:

Na família das teles, chamamos de “tele curta” até 100mm, “tele média” até 200mm e “tele longa” acima de 200mm, mas isso varia um pouco, não é uma classificação muito rígida.

O importante é pensar que quanto mais “tele”, ou seja, quanto maior a distância focal, maior o alcance da lente, maior seu poder de aproximação e mais estreito será seu ângulo de visão. Quanto mais “wide”, mais largo é o angulo de visão e mais assunto colocamos dentro da cena.

Observe a figura abaixo e a relação entre a distância focal e o ângulo de visão.

Distância focal x compressão de planos

Quanto mais “wide” a lente for, mais os planos da cena se distanciarão um do outro. A perspectiva da cena será expandida. Quanto mais “tele” mais “achatados” esses planos ficarão. A perspectiva da cena será comprimida. Observe por exemplo em fotos feita de jogadores de futebol durante uma partida. A platéia atras do jogador parece estar próxima dele, mas está distante. Esse é o típico efeito de compressão da perspectiva, ou achatamento dos planos da imagem.

Lente para retratos naturais

Uma lente em torno de 80mm até 130mm gera uma imagem natural da fisionomia das pessoas. Também é importante lembrar que a distância típica para retratos deve estar entre 2 e 4 metros do assunto com essas lentes. Assim o nariz e orelhas não parecerão nem mais distantes nem mais aproximados uns dos outros do que realmente são.
Existem lentes muito específicas para retratos, como a Nikon 85mm f/1.4! Custam uma pequena fortuna, mas são incríveis.

Observe como a mudança de distância focal deformar de maneiras diversas o rosto:

Câmeras cropadas!

Crop (corte, em inglês) é um jargão fotográfico que pode designar um corte na fotografia no computador ou no laboratório, mas também um corte que a câmera faz por suas características de dimensão de sensor.

O sensor “padrão” tem uma medida equivalente ao antigo filme de 35mm. Geralmente 36mm x24mm. As câmeras com esse tipo de sensor são chamadas full-frame. Sensor cropado é menor que o sensor full-frame. Isso muda a relação que teremos com as distâncias focais das lentes.  Elas devem ser reconsideradas da seguinte forma:

Por exemplo, a câmera Nikon D7000 é cropada, tem um sensor de formato chamado de APS-C (23,6 x 15,6 mm). O seu fator de corte é de 1.5. É o que a Nikon chama de câmera DX. Quando utilizamos uma lente de 100mm nessa câmera, a lente apresenta uma imagem equivalente a 150mm em termos de angulo de visão.

As características de perspectiva da cena serão de 100mm mas o ângulo de visão será de 150mm. Porque a lente projeta sobre o sensor uma imagem da largura de visão que a 100mm produz mas como o sensor é menor que a imagem projetada, ela capta apenas o centro, dando-nos a impressão de que estamos usando uma 150mm. Fica uma “borda” da imagem vista pela lente, sem ser capturada pelo sensor.

Para quem usa bastante lentes tele, isso pode ser útil, já que você estará “ganhando” opticamente uma esticada na sua lente, mas na verdade nem é um ganho, é apenas uma imagem captada parcialmente, a p´ropria câmera está fazendo um corte. Para quem trabalha com grande-angular isso representa uma perda significativa de imagem. Uma lente grande-angular de 12mm, funcionará como uma lente 18mm.

Sendo assim, a lente normal (em termos de angulo de visão), para uma câmera cropada seria próxima de 35mm. Usar uma 35mm vai afastar um pouco os planos da cena porque ela é mais “wide” do que a 50mm. Outra opção é usar a 50mm mesmo e dar um “zoom-de-sapato” pra traz uns 4 ou 5 passos, se for possível! Rsrs

Dicas para trocar a lente

  • Não troque lente em ambientes empoeirados, com fumaça ou areia. Pode sujar o senso da sua câmera.
  • Ao trocar a lente procure apontar o sensor exposto para baixo para evitar que caia alguma coisa dentro nele.
  • Não fique falando em cima do sensor exposto.
  • Segure o equipamento com atenção e cuidado. Se possível faça a troca de lentes sobre uma mesa.
  • Não force o encaixe. Esteja certo de que a lente está na posição correta.
  • Não use lentes que você não sabe se são compatíveis com sua câmera. Isso pode danificar mecanicamente e eletronicamente tanto a lente quanto a câmera.

Cuide bem delas

Uma lente bem tratada pode trabalhar com precisão por décadas. Vejamos algumas dicas para conservar bem as suas:

  • Quando não estiver usando sua lente, coloque a tampinha.
  • Use a câmera sempre com alça de pescoço, ombro ou mão. Um tombo geralmente é fatal.
  • Use sempre o parassol. Ele evita que você bata a lente em algum lugar enquanto carrega a câmera no ombro. Quebrar ou riscar o parassol dói bem menos que a lente.
  • Use um filtro UV sempre que possível. Ele proteja sua lente de sujeita e riscos e ainda melhora suas fotos ao ar livre. Mas compre um de boa qualidade para não prejudicar o desempenho da lente.
  • Compre uma caneta de limpeza tipo Lenspen (pode ser encontrada facilmente em lojas e sites de material fotográfico). É a maneira mais segura de tirar alguma marca de dedo ou embasamento. Se ficar na dúvida, não arrisque, leve-a em uma boa assistência técnica para uma limpeza profissional.
  • Nunca assopre sua lente! Já vi gente fazendo isso. É fatal, sua saliva é cheia de matéria orgânico e microorganismos vivos. É sim! Quando assopramos a lente, gotículas de saliva se aderem a ela e começa uma multiplicação de bactérias sobre o vidro. Isso não é bom. Use uma bombinha sopradora pra tirar algum cisco.
  • Guarde suas lente em lugar arejado. Utilize uma caixa plástica bem limpa e coloque dentro dela alguns saquinhos de sílica secante para controlar a umidade.
  • Se precisar limpar uma lente com líquido, utilize os que são específicos para isso, mas nunca utilize pano úmido com água, álcool, ou qualquer produto de limpeza doméstica. Se ficar na dúvida, leve na assistência técnica.

Um trio fantástico!

Existem 3 elementos básicos que compõe a Exposição de uma fotografia. Se você entender bem isso, acredite, terá entendido tudo que é necessário para exercitar sua capacidade de expor corretamente as cenas.

ISO

É um conceito bem básico e bem simples de entender. É o nível de sensibilidade do sensor da câmera à luz.

A escala típica é 25, 50, 100, 200, 400, 800, 1600, 3200, 6400…

Um ISO mais alto capacita sua câmera a fotografar em ambientes com menos luz. Por outro lado, quanto maior o ISO, mais a qualidade da imagem se degrada, surge então o tão mal-falado ruído digital e as cores tendem a ficar esmaecidas. Procure sempre usar o menor ISO possível para manter o melhor nível de qualidade que seu sensor pode fornecer.

Cada valor desta escala tem uma relação de dobro ou metade com seu valor vizinho. Por exemplo se você estiver utilizando ISO 100 e passar para ISO 200, sua câmera precisará de metade da luz disponível para criar uma fotografia com a mesma exposição.

Apenas como um ponto de partida adote a seguinte dica:

  • Para ambientes externos ao sol, ou na sombra mas com bastante luz use o ISO mais baixo que sua câmera permitir (deve ser 100 ou 200)
  • Para dias nublados use ISO 400
  • Para ambientes internos use ISO 800.

Isso é apenas uma referência inicial, conforme cada situação você terá que tomar a decisão de subir o ISO ou não. Mas via de regra use o ISO mais baixo possível.

As câmera mais modernas permitem que você ajuste um “Auto ISO”, ele é amado por muitos e odiado por muito outros. O Auto ISO é um recurso em que a câmera vai escolher o ISO mais baixo possível pra cada situação de acordo com parâmetros que o fabricante definiu. Vamos falar mais disso em um outro post. Quando bem usado ele é útil, mas por questão didática, se você for iniciante na fotografia, não uso-o agora. Pratique bastante o uso de Abertura e Velocidade com ISO fixo, definido por você mesmo. Isso ajudará firmar os conceitos.

A sigla ISO significa International Standards Organization. Antigamente haviam duas outras escalas chamadas ASA (norte-americana) e DIN (européia).

Abertura

Esse é o conceito mais complicado de entender, mas é importantíssimo.
É o controle que define a quantidade de luz que passa por sua lente. Esse controle abre mais ou fecha mais o orifício chamado diafragma que fica dentro da lente. Nas câmeras e lentes mais modernas esse controle é feito no próprio corpo da câmera. Mas alguns fabricantes ainda optam por ter um anel ao redor da lente por onde pode-se fazer a seleção da abertura. Isso não importa muito, é apenas uma escolha do fabricante e que mais tem a ver com o design do equipamento.


A abertura segue uma escala internacional onde seus valores típicos são
f/1.4 – f/2 – f/2,8 – f/4 – f/5,6 – f/8 – f/11 – f/16 – f/22

Alguns fabricantes possuem valores entre esses da escala acima, mas procure decorar essa escala tradicional. A cada valor acima tem uma relação de “dobro luz” ou “metade da luz” com o valor vizinho. Por exemplo, se sua lente está em f/2, ao desloca-la para f/2.8, você estará permitindo apenas a entrada da metade da luz. Se deslocar de f/8 para f/5,6 estará permitindo o dobro da luz passando pela lente.

Na sua lente deve haver uma especificação gravada com um valor f/”qualquer coisa”. Por exemplo, se for uma lente com zoom (aquelas em que a gente pode aproximar a cena), pode estar escrito: 18-105 f/3.5-5.6. O que isso significa?
Essa lente tem uma distância focal variável, ou seja, é uma lente zoom! Ela varia de 18mm (bem larga, bem “wide”, pega bastante da paisagem geral da cena, tem um angulo de visão bem aberto) até 105mm (que já é uma boa aproximação e pega apenas um pequeno ângulo de visão da cena). Na posição mais “wide”, 18mm, ela permite uma abertura máxima de f/3,5, e na posição mais “tele” (de maior aproximação), 105mm, ela permite uma abertura máxima de f/5,6.
Se a sua lente for uma fixa, ou seja, que não varia distancia focal, por exemplo: 50mm f/1.4, ela permite uma abertura máxima de f/1.4. Isso é uma lente bem clara, porque deixa entrar bastante luz.

Agora, o que é f/1.4 na realidade? É uma representação do diâmetro físico da entrada da luz na lente. A letra “f”, representa a ditância focal da sua lente. Por exemplo, se sua lente for 100m f/2, em abertura máxima ela permite um orifício de 100mm/2, ou seja 50mm de diâmetro para a passagem da luz. Só isso, mas não precisa se preocupar com essa medida. É só curiosidade mesmo. O mais relevante é perceber que quanto menor o número no denominador f/”x”, maior será a abertura física para passagem de luz.

Quando você põe sua câmera DSLR no modo A (de Aperture, nas Nikons) ou Av (de Aperture Value, nas Canon), você esta dizendo pra ela que vai escolher a abertura, e ela vai escolher a velocidade do obturador necessária para alcançar o que ela julga ser a “exposição ideal”.

Outro aspecto muito importante do controle de abertura é que ela influencia grandemente na Profundidade de Campo! Vixi! Que isso?

Você já deve ter reparado que algumas fotografias tem o plano de fundo “borrado”, desfocado. O tal “campo” é a região da cena que está com foco aceitável, nítida. Suponha que você esteja diante de uma pessoa com um campo de flores ao fundo. Se a profundidade de campo for pequena, a pessoa estará no foco, bem nítida, mas as flores ao fundo estarão desfocadas. Para conseguirmos esse efeito usamos grande aberturas, ou seja, f/2, f/4. Já para colocarmos tudo no foco, desde o que está mais próximo da câmera até o fundo infinito atrás do assunto, usamos pequenas aberturas como f/11, f/16, f/22…

Enfim, profundidade de campo é todo aquele “trecho” entre você (o fotógrafo) e o infinito distante à sua frente que está nítido. O “ponto” exato do foco está dentro deste espaço, mas há imagem nítida entre você e o ponto de foco e entre o ponto de foco e um pouco mais atras dele.

Mas pra que usamos isso?! Uma grande vantagem da profundidade de campo pequena é que “isolamos” o assunto do fundo. Muitas vezes o fundo distrai demais o observador. Desfocar o fundo, “limpa” a foto, conduzindo a atenção para o tema principal. Observe a foto abaixo, foi feita com uma lente 105mm com abertura em f/2.8:

A foto abaixo tem abertura f/3.3. Observe que a peça do jogo com o número 12, está no ponto de foco, mas a peça 13 e a peça 4 que estão antes e depois do ponto de foco (mais próximo do fotógrafo e mais distante do fotógrafo respectivamente), estão já saindo do foco. As peças mais distantes da câmera, vão perdendo ainda mais a nitidez.

Velocidade

É a velocidade do obturador. Ou seja, é o tempo que o sensor da sua câmera fica exposto à luz. É uma medida que varia de segundos à frações de segundos. Por exemplo: se você ajustar a câmera para 1/60, o sensor ficará exposto durante o tempo de 1 segundo dividido por 60. Isso parece bem rápido mas não é. Essa é a velocidade mais baixa (mais lenta) que um simples mortal geralmente segura a câmera sem “tremer” a imagem. Velocidades mais baixas, mais lentas como 1/30s, 1/2s, 1s, 4s… exigem que usemos um tripé.
As escalas de velocidade também variam de fabricante pra fabricante, mas será sempre algo como: 4s, 3s, 2s, 1s…1/15s, 1/30s, 1/60s, 1/90s,…, 1/500s, 1/750s, 1/1000s…

Nas Nikons o modo S (Speed) significa que você quer escolher a velocidade e quer deixar pra câmera escolher a Abertura necessária para uma “exposição correta”. Nas Canon o modo é chamado de Tv (Time Value).

Poder controlar a velocidade é muito importante porque nos dá um recurso criativo fantástico: podemos congelar ou mostrar o movimento da cena! Por exemplo, se você for fotografar um jogador de futebol com velocidade 1/60 ou 1/90, a cena mostrará um “borrão” no corpo do jogador em movimento, porque ele se moveu enquanto o obturador ficou exposto. Se você fotografar o mesmo jogador com velocidade 1/500 ele aparecerá totalmente paralisado no momento do Click.

Observe a foto abaixo. O músico pôde ser representado com o movimento do seu instrumento por conta do uso de uma velocidade 1/90s.

Observe a foto abaixo. Foi feita com uma velocidade de 1/45s. O fotógrafo estava sentado no gira-gira. Então, em relação à menina, ele estava praticamente parado, mas em relação ao fundo, ambos estavam em movimento rápido, o que deu esse efeito “borrado”. A cena transmite com eficiência a sensação de movimento.

A relação velocidade x abertura

Imagine que abertura e velocidade são duas variáveis que definem a Exposição. Uma boa analogia é a de uma torneira para encher um copo de água. Imagine que o copo cheio seja a Exposição correta. A velocidade com que a água sai da torneira seria a Velocidade do obturador, o quanto eu abro o registro da torneira seria a Abertura, quanto mais eu abrir, mais rápido o copo enche, ou seja, mais abertura, menos tempo para encher. Se eu fechar um pouco a torneira, vou precisar de mais tempo pra encher o copo e vice-versa.

Abertura e Velocidade trabalham concatenadas para chegarem à exposição desejada. Se você estiver usando ISO 200, por exemplo e Modo S (speed), ao mudar a velocidade, terá a seguinte sequência de aberturas relacionadas em uma dada situação:

1/250s com 2.0; 1/125s com f/2.8; 1/60s com f/4; 1/30s com f/5.6; 1/15s com f/8; 1/8s com f/11; 1/4s com f/16…

Ou seja, para chegar na mesma “exposição ideal”, a câmera anda pra um lado da escala de abertura, conforme andamos para o outro lado na escala de velocidade. Cada vez que eu dobro o tempo de exposição do sensor, a câmera fecha a abertura pela metade.

E o ISO ? O ISO desloca essa escala, é como se eu tivesse uma torneira maior, como aquelas de bombeiro, com muita água e muita pressão. Aumentando o ISO vou sempre conseguir a “exposição correta” com menos tempo (velocidades mais rápidas) ou com uma abertura menor, ou com menos luz no ambiente.

Treinando…

Eu sugiro um roteiro para fixar na prática esses conceitos:
Fixe o ISO em 100 ou 200, num dia de sol, vá para uma praça e coloque a câmera no modo A ou Av. Faça várias fotos do mesmo objeto variando por toda a escala de abertura e observe no visor da sua câmera como ela vai alterando a velocidade sempre que você altera a abertura. Observe também como o fundo da imagem vai se desfocando em aberturas grandes (f/2 por exemplo) e conforme você varia para aberturas menores (f/11, por exemplo) o fundo vai ficando nítido.
Depois ponha a câmera no modo S ou Tv e vá mudando a velocidade e observe como ela vai mudando a abertura tentando levar a fotografia para uma “exposição correta”.
Faca o teste de mudança de velocidades usando uma criança num balanço como assunto. Posicione-se de maneira a fotografar a criança de lado, pegando o movimento pendular do balanço e vá fazendo as mudanças de velocidades. Comece em 1/15, depois 1/30, 1/60… Até 1/500. Observe os resultados com atenção.

Concluindo…

Você ajusta o ISO de acordo com a condição de luz do ambiente. Siga a minha dica inicial.
Depois, se quiser escolher borrar o fundo ou manter tudo nítido, use o modo A ou Av.
Mas se a sua preocupação for fotografar coisas em movimento e quiser controlar a “aparência” de movimento da cena, use o modo S ou Tv. Experimente bastante. Fotografia tem que ser praticada intensamente para gerar resultados consistentes. Bons clicks!

O caminho da Imagem

É comum, quando começamos a fotografar, não termos uma visão de como a imagem é construída, ou como deveria ser. Não digo a imagem do ponto de vista dos “pixels”, e sim do fluxo de trabalho do fotógrafo ativamente fazendo o resultado acontecer.

Vamos partir da idéia que a fotografia final (aquela que vemos no papel ou em uma meio digital de exibição) deve passar pelo seguinte fluxo, de maneira a clarear o processo. Vejamos em 5 grandes blocos:

1) O Fato ou Demanda:

A situação, pessoa, objeto ou cena existente na realidade ou a ser construída. Podemos receber uma demanda qualquer e temos que ir até onde a imagem está na realidade ou criar a imagem (maquetes, still, estúdio…). Muitas vezes essa demanda vem de um editor, diretor de arte, cliente ou do próprio fotógrafo. Essa etapa, sendo bem planejada e bem descrita pode economizar muito tempo nas etapas futuras.

2) O Encontro:

Estamos diante do fato e o percebemos como “alvo fotográfico”. Algumas vezes o fato se apresenta sem esperarmos por ele. Temos aí um encontro não-planejado e é necessário agir. Para ver e agir precisamos de sensibilidade treinada e técnica. Mas em muitos casos vamos objetivamente ao encontro do tema. Sabendo o que deve ser feito nesse estágio podemos ser objetivos e adequadamente rápidos. Em muitas situações, o Encontro, demanda qualidades “extra-fotográficas” no campo dos relacionamentos inter-pessoais que podem viabilizar, potencializar ou acabar com uma fotografia.

3) A Abordagem técnica:

O fotógrafo faz uma série enorme de escolhas em um espaço de tempo muito pequeno visando a consumação da captura, então Click! Pego a câmera, ligo-a, ajusto o modo, o ISO, a Abertura, a Velocidade, o balanço de branco, procuro um ponto de vista adequado, enquadro, foco, aproximo, afasto… click! Ufa! Esqueci da luz, vamos de novo!!!! rsrs. Na maioria das vezes isso é o primeiro tiro de muitos. Para sermos eficientes podemos lançar mão de muitos recursos técnicos que deixarão essa sequencia mais ágil.

4) A pós-produção:

Toda a etapa de tratamento, organização e armazenagem da imagem após a sua captura. O uso de software adequado, o nível e técnicas apropriadas para cada caso (sem falta nem exageros ou modismos), a conversão para formato de uso, o objetivo de uso (impressão, web, apresentação…), cópias de segurança… são itens essenciais nessa etapa.

5) A Publicação:

Impressão em papel ou exposição em meio eletrônico da imagem acabada. Muitas vezes é uma etapa múltipla, visto que os meios de propagação da imagem podem e geralmente são muitos hoje em dia. Em muitos casos, nem é o próprio fotógrafo que está encarregado dessa etapa.

Então…

Pensar nesses blocos, ajuda-nos, entre outras coisas,  a não deixar para depois uma decisão que deve ser tomada agora. Um dos maiores problemas da fotografia dos nossos tempos é tentarmos deixar para “resolver esse probleminha no Photoshop”! Não faça isso! Você estará usando o “Photoshop” da pior maneira e estará deixando de usar recursos que devem estar presentes no momento do click. São dois erros graves de uma só vez.

Quando tudo vem sendo feito corretamente desde o início do processo, o resultado final tenderá a ser o melhor possível. Quanto mais adequada a foto sair da sua câmera, melhor ela será no seu estágio final. Acostume-se com essa idéia. Empenhe-se em fotografar tão bem como se você não pudesse executar nenhum ajuste em pós-produção.

Não estou, de maneira alguma dispensando pós-produção. A pós-produção sempre existiu na fotografia e faz parte legitimamente desse processo. Mas a nossa mentalidade em relação ao esmero fotográfico deveria ser sempre de fazer o melhor disponível em cada etapa.

E o cristão com isso ?

Dentro de cada etapa dessas, podemos ter uma postura bíblica ou não ao agirmos. Como tudo em nossa vida, aliás.

ICo 10:31
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer (fotografar, inclusive), fazei tudo para a glória de Deus”

Precisamos tomar muitas decisões ao fotografar. São muitas possibilidades! Elas tem que ser reconhecidas e selecionadas em dias, minutos, segundos ou as vezes em menos de um segundo! Essas decisões influenciarão diretamente na mensagem que a fotografia comunicará! Elas podem inclusive construir ou demolir relacionamentos, podem ofender, podem valorizar, podem despertar, chocar, amadurecer, instigar… Podem se desdobrar em subprodutos bons ou ruins!!! Ai, ai, ai!

Se duas pessoas forem chamadas a fotografar o mesmo evento, com equipamentos iguais, conhecimentos técnicos iguais, local e horário iguais… Teremos fotos diferentes e com significados diferentes! Porque? Porque somos diferentes e isso é ótimo! O Senhor gosta muito de diferenças! O Senhor é criativo e usa ferramentas diversas para sua obra. Basta uma pequena observada na natureza a nossa volta pra vermos isso.

Fotografar é tomar decisões! Certas ou erradas, eficientes ou inócuas, úteis ou fúteis!
Nos próximos posts veremos cada uma dessas 5 etapas de maneira detalhada e com reflexões sobre os princípios bíblicos que se aplicam.

Compre com moderação!

Agora chega o fim de ano, todo mundo já vai pensando em comprar um presentinho… E você deve estar se perguntando: que câmera eu compro pra dar de presente… pra MIM!? rsrs

Bom eu vou dar um roteirinho, bem pessoal, pra ajudar na sua escolha. Existem duas coisas básicas que você deve considerar na hora de comprar a sua belezura de câmera nova: o orçamento e a aplicação.

Orçamento:

Vou dividir as pessoas em 4 grupos de orçamento:

1-Endividado: Não tem dinheiro pra nada porque está muito endividado. Se você está nesse grupo, esquece a câmera. Tem que tentar sanar suas dívidas, equilibrar as despesas com as receitas, fazer uma poupança para reservas e só depois pensar em gastar. Acabou seu roteiro aqui. Pode sair do post. Procure por um blog de finanças! rsrs

2- Modesto: Tem pouco dinheiro, e muita vontade de fotografar. Aqui está a maioria das pessoas. Estabeleça o valor máximo que você pode dispor para gastar. Seja “mão-de-vaca”, vai ser melhor. Com uma câmera simples já dá pra treinar bastante. O importante é começar. Ou então, vai guardando um “dindin” pra passar para o próximo nível de orçamento. Neste nível aqui estou considerando um orçamento de até uns R$ 1.000,00

3- Médio: Seu orçamento permite investir até uns R$ 3.000,00. Ótimo! Você vai conseguir achar uma DSLR de entrada (aquelas mais simples nas linhas dos fabricantes) e ainda comprar um tripé, uma bolsa, um ou dois cartões de memória… coisas que completam o kit e ajudam muito.

4- Tá podendo: Tem grana pra distribuir! Brincadeira, rsrs. Você tem mais de R$ 3.000,00 pra investir. Isso é um caso raro! Você está com o orçamento doméstico em dia e ainda tá sobrando dinheiro. Vixi! Cuidado pra não ser uma presa fácil das lojas, revistas de fotografia e de si mesmo.

Aplicação:

Agora, pense francamente sobre as suas intenções com a fotografia:

Hobby: você vai pra praia com a família, registra os aniversários, fotografa seus passeios… Quer ir desenvolvendo sua visão, composição… mas sem muita pretensão. Não quer dispor de muito tempo estudando. Está mais interessado em “dicas rápidas”. Tudo bem. Isso é muito bom.

Entusiasmado: você já tem uma compacta, fotografa até o espirro da vó e a mosca que pousa na sua sopa. Costuma ler sobre o assunto com certa frequência e quer avançar em conhecimento, técnica e tempo com a fotografia. É algo realmente relevante na sua rotina.

Tá Ficando Sério: você fotografa bem e percebe que já é hora de avançar com o equipamento porque já possui uma certa visão fotográfica e tem panos maiores para isso na sua vida. Talvez se torne uma fonte de renda, ou já se tornou. Ótimo.

Escolhendo então. Localize abaixo a sua situação:

“Endividado” x Qualquer Uso:

Já era pra estar fazendo aquela planilha de orçamento doméstico!

Orçamento “Modesto” x Uso “Hobby”:

Compre uma compacta pequena, simples e prática, isso é o seu foco. Mas pesquise bem, porque algumas delas não oferecem mais do que um bom celular oferece. Procure comprar uma no limite do seu orçamento. Você vai fotografar apenas em modo automático. Suas fotos podem melhorar se você mudar alguns comportamentos errados no ato de clicar, mesmo que esteja usando uma câmera bem básica. Se encontrar uma capa à prova d´água para ela vai ser muito útil para praia, piscina e pescarias.

Orçamento “Médio” x Uso “Hobby”:

Compre uma compacta com bastante zoom ou com corpo à prova d´água. Você vai se divertir muito com uma máquina pequena, automática e com recursos legais para momentos em família. Não compre uma máquina que troque as lentes se você não pretende investir nisso no futuro.

Orçamento “Tá Podendo” x Uso “Hobby”:

Compre a mesma coisa do item anterior e dê um presentinho pra mais alguém!Rsrs! Pra hobby, não precisa gastar tanto dinheiro com uma câmera. Vai por mim.

Orçamento “Médio” x Uso “Entusiasmado”:

Compre uma compacta premium. Aquelas compactas que possuem modo Manual ou Semi-automático (prioridade de abertura e velocidade). Se for um modelo com sapata de flash, ótimo. Você pode adquiri-lo mais tarde e ampliar sua técnica. Compre também uma bateria extra, uma bolsa capa pra ela e um cartão sobressalente. Se o dinheiro ainda der, compre um tripé mesmo que bem simples. Isso vai te ajudar muuuito à fazer fotos noturnas. Exemplos de câmeras para o seu perfil: Sony Nex, Canon G12, Canon G11, Fuji X10, Panasonic Lumix…

Outra boa opção é comprar uma “super zoom”. São aquelas câmeras que não trocam a lente, mas possuem um grande alcance. A qualidade da imagem não é igual à das Premium, mas é uma opção.

Orçamento “Médio”  x Uso “Tá Ficando Sério”:

Compre uma DSLR básica: Canon T2, T2i, T3, T3i, Nikon D90, Nikon D3200, Sony NEX ou Sony Alpha… nova ou usada. O seu foco é se desenvolver com mais profundidade técnica, então você precisa ter a possibilidade de investir em lentes no futuro próximo. Essas câmeras vêm com uma “lente do kit” que é bem razoável. Ela é uma lente zoom, de uso geral. Geralmente cobrem uma faixa de 18-55mm ou 18-105mm (Nikon) ou 18-135mm (Canon).

É importante comprar um tripé simples, uma bateria extra, um filtro UV (para proteger sua lente, uma bolsa e pelo menos 2 cartões de memória. Com um kit desses você consegue começar a fazer trabalhos remunerados.

Se conseguir garimpar uma lente usada 35mm ou 50mm com abertura f/1.8 ou f/1.4 em lojas especializadas, será uma graaaaaande vantagem. É uma lente fixa com o angulo de cobertura bem próximo da visão humana. Ela tem um nível de nitidez bem melhor que a lente do kit e proporciona um desfoque do fundo da cena muito bonito. Ótima para muitas situações, especialmente para retratos. Por ser muito clara (grande abertura do diafragma) facilita muito fotografar em ambientes com pouca iluminação. Vale cada real. Nunca saia de casa sem ela! rsrs

Então, sua listinha de compras: Corpo SDLR básica + lente do Kit + Bolsa + Filtro UV + Bateria e Cartão extra + Tripé + 50mm! Uau! Vai fazer muita coisa legal com isso!

Orçamento “Tá Podendo” x uso “Tá Ficando Sério”:

Você já faz alguns trabalhos remunerados. Então, uma opção é trocar o corpo da sua câmera por um mais atualizado. Mas considere investir em lentes. Uma lente bem clara (f/2.8 ou menor) é um investimento caro, mas é para muitos anos (pelo menos 10 ou 15 anos de uso intenso). Lentes de qualidade melhorarão muito o seu resultado.

Se puder, invista num segundo corpo se a sua intenção for cobrir eventos. Isso vai lhe dar mais segurança em caso de pane do equipamento. Ou ainda em uma ou duas unidades de flash que possam ser disparados remotamente. Isso vai ampliar as suas possibilidades de trabalho. Você estará dando um upgrade no equipamento visando o aperfeiçoamento comercial.

Alguns acessórios como filtros para situações especiais, sombrinhas difusoras, um tripé bem caprichado, rebatedores, teleconversor… devem ser alvo das suas pesquisas agora. A lista de acessórios é grande e vai depender do tipo de trabalho que você está visando.

Enfim, à todos: compre com moderação!

A Dupla Dinâmica!

Em qualquer fotografia, de qualquer segmento (moda, retrato, produto, esportes, arquitetura…), existem dois aspectos básicos que devem ser alvo de muito estudo, treino e desenvolvimento: Composição e Exposição

Composição :

Basicamente é a maneira como os elementos visuais estão organizados dentro do “recorte” que a fotografia apresenta. É aquilo que escolhemos colocar ou tirar do quadro e como nós organizamos isso.

Para uma boa composição temos que pensar em:

  • O que vou deixar dentro da foto e o que vou deixar de fora ?
  • Como estou pensando  os planos da fotografia (do mais próximo ao mais distante) ?
  • Quais elementos estou destacando e quais estou disfarçando ?
  • O que deve ficar no foco e o que deve ser “borrado” ?
  • Qual o ponto de vista ideal ou o melhor possível ?
  • Qual a inclinação ou orientação (vertical ou horizontal) do quadro ?
  • Qual o formato do corte (1×1, 2×3, 3×4, panorâmico…) ?

Veja abaixo diferentes composições com uma mesmo tema: flores.

 Exposição:

É o nível de “claridade” que há na foto. A luz é refletida da cena para o sensor da máquina e a “arte” ou técnica de controlar essa quantidade de luz que sensibilizará o sensor é a Exposição.

Uma foto muito escura é chamada de subexposta e uma muito clara, superexposta. Até certo ponto, não existe uma exposição única que seja A correta. Mas certamente existem as Incorretas. Também, pode-se pensar que dentro de uma exposição “correta” existe uma margem de variação para cima e para baixo que ainda é aceitável.

Veja abaixo uma foto Subexposta, Adequada e Superexposta da mesma cena:

A melhor exposição é aquela que deixa a fotografia mostrar com detalhes todas às áreas importantes que farão uma perfeita comunicação do assunto. O que não quer dizer que uma foto que tenha algum preto absoluto ou branco absoluto, esteja errada. Mais adiante detalharemos isso.

Mas, de forma geral, o objetivo da fotografia é transmitir uma informação visual. E a informação visual com detalhes reconhecíveis é mais eficiente. Lógico!

Os parâmetros que compõe a exposição de uma fotografia são:

ISO – é o nível de sensibilidade do sensor à luz. Um ISO baixo (ex: ISO 100) proporciona pouca sensibilidade ao sensor. Ou seja, ele precisará de bastante luz entrando pela lente para fazer o registro. Um ISO alto (ex: ISSO 1600), formará a imagem no sensor com menos luz, ou seja, o sensor ficou mais sensível à “perceber” a luz. ISOs mais baixos geram imagens com melhor qualidade, ISOs mais altos propiciam o surgimento de “ruído” digital, especialmente nas áreas mais escuras. Mantenha o ISO mais baixo possível para cada situação.

Abertura: Ela controla a quantidade de luz que entrará pela lente. Por exemplo, uma abertura f/2 (que é considerada uma grande abertura) permite bastante luz entrando pela lente, já uma abertura f/16 (que é considerada uma pequena abertura) restringe bastante a passagem da luz. Falaremos nos próximos posts sobre esses números!

Velocidade: Controla o tempo que o obturador ficará aberto, expondo o sensor à luz. O tempo do obturador é medido em segundos ou frações de segundos. Na verdade, na maior parte do tempo trabalhamos com frações e bem pequenas. Por exemplo: 1/2 seg, 1/60 seg, 1/500 seg, 1/1000 seg. E cada velocidade dessa vai interferir grandemente na fotografia.

Concluindo… a combinação desses três parâmetros forma a EXPOSIÇÃO. Uma exposição correta é obtida com o ajuste consciente e preciso destes três parâmetros. É algo pra se praticar muito, acredite!