Acessórios muito importantes!

Bom…você já planejou, pesquisou, juntou dinheiro, comprou sua DSLR e talvez uma ou duas lentes fora do kit. Acha que a brincadeira acaba aí?! O dinheiro acaba, mas a lista de possibilidades de “incrementar” seu arsenal, nunca!

Se eu tivesse que recomendar uma conjunto básico de acessórios muito importantes, seria o seguinte (e EU compraria nesta ordem de prioridades):

Bolsa

Seu equipamento é caro. Então é muito importante investir em uma proteção adequada para o transporte. Existe no mercado uma infinidade de marcas e modelos de mochilas e bolsas fotográficas de todos os tamanhos, estilos e preços. Escolha uma que seja adequada ao seu kit mais recorrente. Por exemplo: um corpo DSLR, 2 lentes, 1 flash, baterias e cartões extras. Verifique a qualidade das costuras e o conforto oferecido para carregá-la. Prefira aquelas que não são muito chamativas. Existem varias opções de mochilas que não se parecem em nada com uma bolsa de equipamentos fotográficos. Isso pode evitar problemas com ladrões.

Se você já tem bastante equipamento, pense minuciosamente nos compartimentos da bolsa em questão. Verifique se você consegue deixar tudo o que precisa levar em nichos bem posicionados de maneira que possa achar qualquer item rapidamente.

Também considere as seguintes questões: Precisarei levar um notebook junto? Quero o tripé pendurado na mochila, ou em um bag separado? Preciso de um compartimento para itens pessoais (celular, carteira, lanche…)?

mochila

Existem mochilas com uma capa de chuva específica pra cada modelo. Se você é do tipo “fotografo-aventureiro”, “fotógrafo-mochileiro”… esse detalhe é muito interessante.

Mochila Fotografia

Também encontramos no mercado mochilas que tem um conjunto de espumas na parte de trás que mantém uns vãos, uns espaços, entre as costas da pessoa e a traseira da mochila, melhorando a circulação do ar na região. Tenho uma assim e é muito confortável pra ficar longos períodos com ela pendurada.

Filtro UV

É um dispositivo feito pra proteger sua sente contra raios UV. Ele melhora a definição de cores da imagem e cria também uma proteção física contra possíveis trombadas que você dará com sua lente enquanto ela é carregada. Compre um filtro de boa qualidade, do contrário, você pode estar colocando um “vidrinho” em frente a sua querida e sofisticada lente. Isso não combina! Rsrs

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Pra aumentar a proteção contra trombadas e “beijinhos” da lente na parede, use sempre o para-sol dela. Mesmo, sem sol! rsrs

Baterias extras

Tenha pelo menos uma bateria extra pra a sua câmera. Vale a pena. Não há nada mais frustrante do que ter que interromper sua sessão por falta de bateria. Principalmente quando você está longe de uma tomada e um carregador! Acredite, a carga da bateria só acaba quando a gente tá sem uma extra no bolso. Rsrs.
Também considere a possibilidade de adquirir um Battery Grip. É um compartimento extra acoplado á parte de baixo da sua câmera que, além de comportar uma segunda bateria, ainda oferece mais conforto ao fotografa em posição Portrait (com a câmera girada) porque ele tipicamente tem um botão disparador “repetido”. Assim você não precisa fica apontando para o céu com o cotovelo direito pra fotografar com o quadro “em pé”.

Grip D800

Cartões extras

Cartões extras são fundamentais. Se puder, tenha vários. De preferência, não muito grandes em capacidade de armazenagem. Cartões estão sujeito a “travarem”, por isso não economize, compre os melhores. É melhor ter 4 cartões de capacidade média do que 2 grandes, porque se houver algum problema com um deles, você não terá perdido tanta informação. Imagine se você estiver cobrindo um casamento! Ai, ai, ai.

Mantenha-os em um estojo apropriado para transporte para que eles não se percam no bolso em meio a outros itens. Dica: Sempre que tirar um cartão “cheio” da câmera, coloque-o no estojo virado ao contrário, assim você facilmente saberá quais já foram usados.

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Tripé

Quando fotografamos em velocidades mais lenta que 1/60s com a câmera na mão, a chance de termos como resultado uma imagem tremida é enorme. Se a lente for mais longa (mais “tele”), essa velocidade mínima tem que passar pra 1/90s… conforme a lente, até mais. Isso significa que sempre que quisermos fazer uma foto com uma teleobjetiva longa, ou com condição de luz muito precária sem uso de flash, teremos que usar um tripé para garantirmos a estabilidade da cena.

Existem tripés de todo o peso e tamanho. Não exagere no porte do seu tripé visto que você vai carregá-lo, mas compre um que seja suficientemente resistente para a carga de equipamento que ele vai suportar.

Os melhores são de fibra de carbono (muuuito caros mesmo), mas para uso “hard” vai valer o investimento. Abaixo destes, temos muitas opções em alumínio, que são excelentes. Desconfie das marcas menos tradicionais. Não vou citar nenhuma aqui, mas nessa área a grife conta pontos na hora de usar. É muito comum, as travinhas plásticas das pernas do tripé quebrarem se forem mal projetadas. Um bom tripé dura bastante, vale a pena investir bem.

Kit de limpeza

Boa parte das situações em que temos que submeter a câmera a uma limpeza, pode facilmente ser resolvida pelo próprio fotógrafo. Utilize uma bomba sopradora para poeira ou ciscos, ou melhor ainda, um pincel tipo Lenspen. Para tirar alguma marca de dedo na lente use um paninho de microfibra específico para lentes. Existem produtos de limpeza em spray específicos para lentes. Não tente usar outra coisa!

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Se você vai estar em lugares empoeirados, com neblina, partículas suspensas… tenha sempre esses itens simples de limpeza na sua mochila. Sempre que tiver dúvida sobre a limpeza, procure uma assistência técnica especializada.

Disparador remoto

Outra maneira de diminuirmos a chance de termos uma imagem tremida é usarmos um disparador com ou sem fio. Isso porque o simples ato de pressionarmos o botão de disparo da câmera já gera uma vibração indesejada. Além disso, se você quiser aparecer na cena, terá duas opções: temporizar o disparo e sair correndo ou usar discretamente um controle remoto sem fio.

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Compre com moderação!

Agora chega o fim de ano, todo mundo já vai pensando em comprar um presentinho… E você deve estar se perguntando: que câmera eu compro pra dar de presente… pra MIM!? rsrs

Bom eu vou dar um roteirinho, bem pessoal, pra ajudar na sua escolha. Existem duas coisas básicas que você deve considerar na hora de comprar a sua belezura de câmera nova: o orçamento e a aplicação.

Orçamento:

Vou dividir as pessoas em 4 grupos de orçamento:

1-Endividado: Não tem dinheiro pra nada porque está muito endividado. Se você está nesse grupo, esquece a câmera. Tem que tentar sanar suas dívidas, equilibrar as despesas com as receitas, fazer uma poupança para reservas e só depois pensar em gastar. Acabou seu roteiro aqui. Pode sair do post. Procure por um blog de finanças! rsrs

2- Modesto: Tem pouco dinheiro, e muita vontade de fotografar. Aqui está a maioria das pessoas. Estabeleça o valor máximo que você pode dispor para gastar. Seja “mão-de-vaca”, vai ser melhor. Com uma câmera simples já dá pra treinar bastante. O importante é começar. Ou então, vai guardando um “dindin” pra passar para o próximo nível de orçamento. Neste nível aqui estou considerando um orçamento de até uns R$ 1.000,00

3- Médio: Seu orçamento permite investir até uns R$ 3.000,00. Ótimo! Você vai conseguir achar uma DSLR de entrada (aquelas mais simples nas linhas dos fabricantes) e ainda comprar um tripé, uma bolsa, um ou dois cartões de memória… coisas que completam o kit e ajudam muito.

4- Tá podendo: Tem grana pra distribuir! Brincadeira, rsrs. Você tem mais de R$ 3.000,00 pra investir. Isso é um caso raro! Você está com o orçamento doméstico em dia e ainda tá sobrando dinheiro. Vixi! Cuidado pra não ser uma presa fácil das lojas, revistas de fotografia e de si mesmo.

Aplicação:

Agora, pense francamente sobre as suas intenções com a fotografia:

Hobby: você vai pra praia com a família, registra os aniversários, fotografa seus passeios… Quer ir desenvolvendo sua visão, composição… mas sem muita pretensão. Não quer dispor de muito tempo estudando. Está mais interessado em “dicas rápidas”. Tudo bem. Isso é muito bom.

Entusiasmado: você já tem uma compacta, fotografa até o espirro da vó e a mosca que pousa na sua sopa. Costuma ler sobre o assunto com certa frequência e quer avançar em conhecimento, técnica e tempo com a fotografia. É algo realmente relevante na sua rotina.

Tá Ficando Sério: você fotografa bem e percebe que já é hora de avançar com o equipamento porque já possui uma certa visão fotográfica e tem panos maiores para isso na sua vida. Talvez se torne uma fonte de renda, ou já se tornou. Ótimo.

Escolhendo então. Localize abaixo a sua situação:

“Endividado” x Qualquer Uso:

Já era pra estar fazendo aquela planilha de orçamento doméstico!

Orçamento “Modesto” x Uso “Hobby”:

Compre uma compacta pequena, simples e prática, isso é o seu foco. Mas pesquise bem, porque algumas delas não oferecem mais do que um bom celular oferece. Procure comprar uma no limite do seu orçamento. Você vai fotografar apenas em modo automático. Suas fotos podem melhorar se você mudar alguns comportamentos errados no ato de clicar, mesmo que esteja usando uma câmera bem básica. Se encontrar uma capa à prova d´água para ela vai ser muito útil para praia, piscina e pescarias.

Orçamento “Médio” x Uso “Hobby”:

Compre uma compacta com bastante zoom ou com corpo à prova d´água. Você vai se divertir muito com uma máquina pequena, automática e com recursos legais para momentos em família. Não compre uma máquina que troque as lentes se você não pretende investir nisso no futuro.

Orçamento “Tá Podendo” x Uso “Hobby”:

Compre a mesma coisa do item anterior e dê um presentinho pra mais alguém!Rsrs! Pra hobby, não precisa gastar tanto dinheiro com uma câmera. Vai por mim.

Orçamento “Médio” x Uso “Entusiasmado”:

Compre uma compacta premium. Aquelas compactas que possuem modo Manual ou Semi-automático (prioridade de abertura e velocidade). Se for um modelo com sapata de flash, ótimo. Você pode adquiri-lo mais tarde e ampliar sua técnica. Compre também uma bateria extra, uma bolsa capa pra ela e um cartão sobressalente. Se o dinheiro ainda der, compre um tripé mesmo que bem simples. Isso vai te ajudar muuuito à fazer fotos noturnas. Exemplos de câmeras para o seu perfil: Sony Nex, Canon G12, Canon G11, Fuji X10, Panasonic Lumix…

Outra boa opção é comprar uma “super zoom”. São aquelas câmeras que não trocam a lente, mas possuem um grande alcance. A qualidade da imagem não é igual à das Premium, mas é uma opção.

Orçamento “Médio”  x Uso “Tá Ficando Sério”:

Compre uma DSLR básica: Canon T2, T2i, T3, T3i, Nikon D90, Nikon D3200, Sony NEX ou Sony Alpha… nova ou usada. O seu foco é se desenvolver com mais profundidade técnica, então você precisa ter a possibilidade de investir em lentes no futuro próximo. Essas câmeras vêm com uma “lente do kit” que é bem razoável. Ela é uma lente zoom, de uso geral. Geralmente cobrem uma faixa de 18-55mm ou 18-105mm (Nikon) ou 18-135mm (Canon).

É importante comprar um tripé simples, uma bateria extra, um filtro UV (para proteger sua lente, uma bolsa e pelo menos 2 cartões de memória. Com um kit desses você consegue começar a fazer trabalhos remunerados.

Se conseguir garimpar uma lente usada 35mm ou 50mm com abertura f/1.8 ou f/1.4 em lojas especializadas, será uma graaaaaande vantagem. É uma lente fixa com o angulo de cobertura bem próximo da visão humana. Ela tem um nível de nitidez bem melhor que a lente do kit e proporciona um desfoque do fundo da cena muito bonito. Ótima para muitas situações, especialmente para retratos. Por ser muito clara (grande abertura do diafragma) facilita muito fotografar em ambientes com pouca iluminação. Vale cada real. Nunca saia de casa sem ela! rsrs

Então, sua listinha de compras: Corpo SDLR básica + lente do Kit + Bolsa + Filtro UV + Bateria e Cartão extra + Tripé + 50mm! Uau! Vai fazer muita coisa legal com isso!

Orçamento “Tá Podendo” x uso “Tá Ficando Sério”:

Você já faz alguns trabalhos remunerados. Então, uma opção é trocar o corpo da sua câmera por um mais atualizado. Mas considere investir em lentes. Uma lente bem clara (f/2.8 ou menor) é um investimento caro, mas é para muitos anos (pelo menos 10 ou 15 anos de uso intenso). Lentes de qualidade melhorarão muito o seu resultado.

Se puder, invista num segundo corpo se a sua intenção for cobrir eventos. Isso vai lhe dar mais segurança em caso de pane do equipamento. Ou ainda em uma ou duas unidades de flash que possam ser disparados remotamente. Isso vai ampliar as suas possibilidades de trabalho. Você estará dando um upgrade no equipamento visando o aperfeiçoamento comercial.

Alguns acessórios como filtros para situações especiais, sombrinhas difusoras, um tripé bem caprichado, rebatedores, teleconversor… devem ser alvo das suas pesquisas agora. A lista de acessórios é grande e vai depender do tipo de trabalho que você está visando.

Enfim, à todos: compre com moderação!

A anatomia da DSLR!

Vejamos do que é feita uma DSLR!

Imagem

Corpo

É a parte principal. É a câmera sem a lente, basicamente. Onde ficam praticamente todos os circuitos. Ele é responsável por todo o processamento e armazenamento da imagem.

Lente (1)

Conjunto óptico por onde passa a luz à caminho do sensor (7). É a porção menos eletrônica da câmera. Geralmente, as pessoas imaginam que a lente seja “uma” lente, mas na verdade é composta por um “conjunto óptico” com muito elementos. Juntamente com o sensor é o componente mais delicado da câmera.

A qualidade e a preservação da lente influencia diretamente e majoritariamente na qualidade da imagem final. A lente é o “olho” da câmera.  O corpo da câmera dura alguns anos, mas uma boa lente será utilizada por algumas décadas.

Nunca ponha o dedo, água, produtos químicos inadequados na lente. Existem tecidos, pincéis e líquidos especificamente desenvolvidos para a limpeza. Nunca exponha a lente à umidade ou calor excessivo.

As melhores lentes custam mais caro (às vezes, muito mais caro), do que o corpo da câmera. Por isso, trate-as com o devido cuidado!

Diafragma (8)

É um dispositivo eletrônico/mecânico (em lentes mais antigas, apenas mecânico) alojado dentro da lente. Ele é o equivalente à nossa íris ocular. Sua função é definir o tamanho da abertura por onde passará a luz. Abertura maior, mais luz. É composto por um conjunto de lâminas que formam um círculo mais aberto ou mais fechado de acordo com os ajustes dados pelo fotógrafo. Nas câmeras e lentes mais atuais, a abertura é controlada eletronicamente pela câmera, nas mais antigas, ou com uma concepção “menos eletrônica”, existe um anel de ajuste da abertura, no corpo da lente.

Obturador (6)

Dispositivo que fica posicionado em frente ao sensor (7) da câmera. Por ele se define o tempo em que o sensor ficará exposto à luz. Funciona como uma “cortina” que sobe e desce deixando ou impedindo a chegada da luz ao sensor.

Pentaprisma (4) e Espelho (3) 

É uma dupla que trabalha em conjunto. O Pentaprisma é elemento óptico fixo  e o espelho é móvel.

Enquanto o fotógrafo está observando e ajustando a câmera, o espelho desvia a luz que entra pela lente para o pentaprisma. Passando pelo pentaprisma, a imagem chegará ao olho do observador. Ao pressionar o botão do obturador, o espelho se levanta, a imagem na ocular some por um instante, o sensor é exposto e depois o espelho se abaixa novamente.

Esse sistema permite que vejamos a cena através da própria lente o sensor usa para receber a luz.

Sensor (7)

O sensor é o “filme” digital. Na verdade ele fica onde ficava o filme nas câmeras analógicas. É um componente eletrônico sensível à luz. Ele é responsável por transformar sinais luminosos em informação eletrônica armazenável.

Controles

A sessão de controle é muito variável de uma câmera para outra. Câmeras para uso profissional geralmente possuem muitos botões posicionados em locais estratégicos de forma que o fotógrafo possa acessá-los sem tirar o olho da câmera.

Em câmeras mais compactas, esses arranjos variam muito. Ultimamente temos visto inclusive, muitas câmeras com telas sensíveis ao toque, eliminando assim grande parte dos botões. Isso pode parecer muito moderno e sofisticado, mas nem sempre é prático.

Sapata de flash

É um encaixe metálico eletrônico/mecânico no topo do corpo da câmera, onde pode ser acoplado um flash externo. Esse flash deve ser projetado para a câmera em questão visto que os contatos eletrônicos que transmitem os sinais da câmera para o flash são específicos e diferentes em cada modelo.

Flash embutido

Pequena fonte de luz (algumas vezes configurável ou não) instalado no próprio corpo da câmera. Nas câmeras compactas, ele geralmente é visível, mesmo sem ser usado. Nas DSLR tem um formato “pop-up”, ao ser acionado ele se levanta exibindo o compartimento da lâmpada.

Empunhadura

Ponto no corpo da câmera onde ele é segurada. Esse é um aspecto da câmera comumente despresado, mas importantíssimo. Câmeras tem que ser seguradas com firmeza, que seja uma câmera muito leve e pequena quer seja uma câmera pesada.

View Finder

É a “telinha” de LCD. Em muitas câmeras compactas (sem espelho), não temos a ocular (aquela lente por onde tradicionalmente se enquadra a cena) , temos apenas a tela de LCD. Nas DSLR temos o conjunto de pentaprisma+espelho alimentando a ocular, e na grande maioria delas também temos a opção de fotografar pela tela.

Tipos de câmeras

A atividade fotográfica depende da “câmera fotográfica”. Obvio! Sempre foi assim. A câmera é parte fundamental do ato de fotografar. Mas o mercado (por questões legítimas e internas) cria constantemente muitas opções de máquinas. Isso pode nos confundir um pouco. Para esclarecer e tentar organizar esse cenário, vamos sempre trabalhar aqui com a seguinte classificação de câmeras:

Câmeras de celulares

iPhone

Sim! A câmera de um celular é importante. É a câmera mais acessível que temos hoje em dia. Não só porque é um equipamento fotográfico barato (nem todos, mas muitos deles) mas porque está sempre conosco. Muito já se fez (de qualidade) com celulares, e muito mais está por vir. Claro, que já se produziu muita fotografia ruim também. Mas nossa abordagem vai ser sempre mais “positiva”, tentando tirar sempre do nosso equipamento (mesmo que seja um celular simples) a melhor foto possível.

A maior dificuldade de uma câmera de celular é o tamanho do sensor (a grosso modo é um dispositivo eletrônicos que capta a luz transformando-a em dados digitais). Muito pequeno, o que limita bastante a qualidade. Veremos isso em um próximo post. Mas os fabricantes, a cada nova geração, nos surpreendem apresentando aparelhos com cada vez mais qualidade!

Por outro lado, os smartphones permitem o uso de uma infinidade de aplicativos de edição, manipulação e compartilhamento das imagens sem dependermos de um computador pra isso, o que os coloca em uma situação diferenciada em relação às outras câmeras.

Câmeras compactas

Sony Cyber Shot

Também chamadas de point-and-shot. São câmeras geralmente automáticas, bem pequenas, que cabem no bolso, com flash embutido e que não demandam de nós muito trabalho pra sair tirando fotos por aí. São relativamente baratas e bem práticas, mas com poucas possibilidades criativas disponíveis ao usuário. Também possuem um sensor bem pequeno.

Essas câmeras não nos permitem (a maioria delas) escolher e controlar os parâmetros que formam a imagem. A idéia é que você simplesmente ligue, aponte e aperte o botão. Pronto! Sua foto está registrada. Isso não quer dizer que não se possa fazer uma excelente fotografia com uma delas. O ponto é que, com essas câmeras, temos que trabalhar da maneira como elas respondem melhor. Elas são basicamente, câmeras automáticas.  Nós, que estamos buscando mais da fotografia, queremos “fazer” a imagem e elas tomam decisões demais por nós. Mas para a maioria das pessoas, elas se prestam muito bem ao registro fotográfico básico.

Compactas Premium

Canon G12

Aqui a coisa começa a esquentar! São máquinas pequenas, mas que permitem um controle mais detalhado do processo de captura. Podemos ajustar sensibilidade do sensor (ISO), abertura, tempo de exposição, usar um flash dedicado, fazer exposições sequencias entre outros recursos.

Essas unem a praticidade (e a discrição) de uma pequena câmera com as muitas possibilidades de controle das DSLR. A desvantagem é que são mais caras que as compactas simples. Nem tudo é perfeito! rsrs

Micro Quatro-Terços

Panasonic Lumix

São uma categoria especial de câmeras de corpo pequeno. Elas permitem a troca de lentes (o que aumenta em muito as possibilidades do fotógrafo), não possuem o “pentaprisma”, que é um dispositivo interno que nos permite ver a imagem através da própria lente da câmera de maneira óptica e não-eletrônica. Geralmente elas apresentam a imagem ao usuário pelo visor LCD.

São pequenas, eficientes, mas são caras, ficando muito próximas do preço de uma DSLR ou às vezes (dependendo da grife) mais caras que muitas delas. Mais adiante falaremos mais sobre essas belezinhas! rsrs

DSLR (Digital Single Lens Reflex)

Nikon D7000

Essa é a categoria “padrão” de quem quer trabalhar com fotografia de forma criativa e com o controle dos parâmetro da imagem. Existem muito modelos no mercado para alegria (ou tristeza) de todos os bolsos!

Possuem um corpo com mais “empunhadura”, peso e durabilidade. Apresentam muitos botões e controles acessíveis diretamente, sem o uso de muitos menus, o que melhora consideravelmente a velocidade de ação do fotógrafo. São câmeras que, entre outras coisas, nos permitem trocar a lente. Os fabricantes geralmente possuem uma larga gama de opções de lentes, flashes e outros acessórios. Outra característica é a velocidade de resposta ao clicar. Numa compacta sempre temos uma chatíssimo (e por vezes decisivo) intervalo de tempo entre o apertar do botão e a captura efetiva. As DSLR são, em geral,  bem rápidas.

Por outro lado, são câmeras geralmente mais caras que as compactas. Mas com uma DSLR decidimos mais (à menos que não queiramos) sobre como ficará a fotografia. Isso vai demandar mais técnica e mais conhecimento, mas vale à pena!

Câmeras de médio e grande formato

Pentax 645

São equipamentos muito parecidos com as DSLR padrão mas com capacidade de gerar imagens maiores. Arquivos digitais maiores. Permitem a produção de fotografias que serão usadas em grandes ampliações. São muito utilizadas no mercado editorial de moda e publicidade, entre outros. Caríssimas! Eventualmente serão alvo dos nossos posts.