Faça as fotos clichê!

Existe um entendimento meio torto, meio pedante, meio besta… na fotografia. Não generalizando, mas bem presente em blogs, fóruns, páginas… Uma idéia de que tudo tem que ser arte, tudo tem que ser “cult”, meio metido a intelectual. Fotografia é COMUNICAÇÃO! Quando necessário é Arte.

Nessa toada, existe uma ânsia de fazer o que niguém fez… Eu não sei ao certo até onde é possível, verdadeiramente, fazer uma foto que ninguém fez ainda. Não sei se há algum tipo de fotografia que ainda não foi feita. Mas…

Mas foto clichê, não é uma foto que já foi feita, é uma foto que já foi feita muitas vezes, por muita gente. Por exemplo: Foto da esposa em frente a Torre Eiffel, foto de lindas nuvens tirada da janela do avião, foto de baixo pra cima do Cristo Redentor, foto da orquídea linda da casa da vó, criança na piscina de bolinha, o seu gato (tentando ficar no sossego!), árvores vistas bem de baixo pra cima, por-do-sol…

Quero estimular todo mundo a fazer sim, as fotos clichê. Aquelas bem comuns mesmo, que “todo mundo” faz e tenho 7 razões pra isso:

  1. Uma foto clichê é uma foto, então vale a pena fazer pela simples repetição do ato de olhar, apontar, preparar e click! Quem fotografa muito tem mais chances de estar se aperfeiçoando, desde que esteja pensando no que está fazendo.
  2. Faz parte do processo de aprendizado de todo mundo, passar por essas fotos. Faz parte! E também, muitas vezes nos inspiramos em grandes fotógrafos e queremos repetir, ou tentar fazer o que eles fizeram e ninguém está sozinho nisso! Tem muita gente tentando imitar os “grandes caras” da fotografia.
  3. Nem TODAS as minhas fotos precisam ser A FOTO, porque isso realmente não vai acontecer mesmo que eu acredite que vai. Posso até achar que sou um Joe McNally, Sebastião Salgado, Ansel Adams… Mas, na real, pra tirar 2 ou 3 fotos TOP, temos que errar muitas. Inclusive esses grandes fotógrafos passam por isso!
  4. Essa foto exige pouco da minha “construção da imagem” mental. Então encare como um leve aquecimento para o que virá depois e faça o clichê, sem medo de ser feliz.
  5. Assim que você fizer a foto que “todo mundo” faz, você pode se concentrar na próxima, que deve ser a mais interessante, sempre. Faça as óbvias primeiro, assim você “descarrega” sua mente dessa preocupação e parte logo para as mais elaboradas. Especialmente em viagens.
  6. A câmera é sua e você faz o que quiser com ela. Ora, bolas! Se está feliz fazendo fotos que já foram feitas milhares de vezes, ótimo! Quando você achar que é momento de “subir” outro degrau, fará isso com determinação.
  7. Sempre dá pra fazer uma foto melhor e sempre dá pra fazer uma pior. Então capriche inclusive no clichê. Exercite o capricho!

Não quero estimular ninguém a ser medíocre ou se conformar simplesmente com o óbvio, pelo contrário, fazer fotos “batidas” faz parte do processo de aperfeiçoamento. Faz parte da caminhada. Keep walking!

Glossário Fotográfico

APS – Advanced Photographic System

CCD – Charge-coupled device (dispositivo de carga acoplada)

ASA – American Standards Association

Bokeh – termo utilizado para se referir a área da imagem que fica desfocada atrasado assunto principal. Palavra de origem japonesa.

CCD – Charge-coupled Device (dispositivo de carga acoplada). Sensor que substituiu o filme tradicional nas câmeras digitais.

Ciano – cor complementar do vermelho, composta de luzes azul e verde

Close-up – aproximação.

CMOS – Complementary Metal-Oxide Semiconductor

Compact-flash – CF. Cartão de memória digital amplamente utilizado em câmeras fotográficas e filmadoras.

Crop – corte.

Diafragma – orifício de abertura variável composto por um conjunto de lâminas, existente dentro das lentes fotográficas capaz de controlar a passagem de luz.

DIN – Deutsche Industrie Normen. Ver ISO

DPI – Dots Per Inch (pontos por polegada). Medida de resolução de scanners, impressões, impressoras e monitores.

DSLR – Digital Single Lens Reflex. Ver SLR.

EV – Exposure Value. Sistema de medida da exposição utilizado por fotômetros.

EXIF – conjunto de informações contidas num arquivo RAW, tais como velocidade, abertura, data, equipamento utilizado…

Filtro – filtro fotográfico. Elemento óptico que é posicionado diante de uma lente para absorção de frequências específicas de luz. Pode ser rosqueado na própria lente ou instalado em um suporte (geralmente retangular ou quadrado) diante dela.

Filtro polarizador – filtro de aparência cinza que “alinha” as ondas de luz em apenas um plano. Reduz fortemente áreas de brilhos na imagem durante a captura.

Filtro UV – filtro aparentemente incolor que absorve apenas a luz ultravioleta.

Fotômetro – dispositivo para medir a luz. Pode se apresentar como parte integrante da câmera ou em forma de um dispositivo portátil.

Histograma – gráfico de barras que exibe uma distribuição de tons indo do preto máximo (esquerda) ao branco absoluto (direita)

Interpolação – processo que visa aumentar a resolução aparente de uma imagem digital. A densidade de pixel média é usada para gerar pixels intermediários, criando na verdade pontos de imagem não-originais.

IR – (infra-red) infra-vermelho. Comprimento de onda mais longo que 720nm

ISO – International Standards Organization. Velocidade ou sensibilidade do filme. É fruto dos antigos sistemas ASA e DIN

JPEG – abreviatura de Joint Photographic Experts Group. Formato de arquivo digital de imagem mais utilizado no mundo. Fornece um alto nível de compressão da informação em relação aos dados originais. Por outro lado, degrada a qualidade da imagem.

Kelvin – unidade de medida de Temperatura de Cor. Nome dado em homenagem ao cientista Lord Kelvin. Representada pela sigla K.

LED – ligth-emitting diode. Diodo emissor de luz ou Fotodiodo. Pequena luz que pode ser construída em diversas cores amplamente utilizada como indicador luminoso em sistemas eletrônicos. Vem sendo usada como flashes de celulares e pequenas câmeras. Existem também agrupamentos (arrays) de flashes que formam iluminadores contínuos para filmadoras.

Lente composta – lente com mais de um elementos interno de vidro. Praticamente todas as lentes fotográficas são compostas

Lente macro – lente capaz de focar bem próximo do assunto.

Lúmen – unidade de medida de iluminação

Magenta – cor complementar do verde, composta de luzes azul e vermelha

Mega (M) – mesmo que 1 Milhão.

Mega Pixel – um milhão de pixels. Ver pixel.

Pixel – ponto que compõe uma imagem digital. Esse termo está frequentemente associado à equipamentos ou dispositivos eletrônicos que captam imagem, tais como câmeras e sensores.

RAM – Random Access Memory (memória de acesso aleatório)

RAW – arquivo digital conforme gerado no sensor da câmera. É uma espécie de “negativo digital”.

Rebatedor – Equipamento plano, flexível, geralmente composto por uma borda semi-rigida e um tecido, usado para refletir luz para um tema a ser fotografado. Muito usado em retratos. Pode apresentar uma superfície, branca, prateada ou dourada, modulando assim a luz refletida.

RGB – red, green, blue (vermelho, verde e azul). Padrão de tintas amplamente utilizado em impressoras, projetores e monitores de vídeo.

Scanner – equipamento que transforma uma imagem impressa em um grande conjunto de informações digitais.

Softbox – caixa de luz. Um dispositivo de difusão controlada da luz. Acopla-se à ela uma fonte geradora de luz contínua ou flash.

SLR – Single Lens Reflex. Câmera reflex com uma só lente.

Snoot – tubo preto cônico que se encaixa em uma fonte de luz. Limita a iluminação em uma área circular.

TIFF – Tagged Image Format File. Formato de imagem digital de alta resolução

O caminho da Imagem

É comum, quando começamos a fotografar, não termos uma visão de como a imagem é construída, ou como deveria ser. Não digo a imagem do ponto de vista dos “pixels”, e sim do fluxo de trabalho do fotógrafo ativamente fazendo o resultado acontecer.

Vamos partir da idéia que a fotografia final (aquela que vemos no papel ou em uma meio digital de exibição) deve passar pelo seguinte fluxo, de maneira a clarear o processo. Vejamos em 5 grandes blocos:

1) O Fato ou Demanda:

A situação, pessoa, objeto ou cena existente na realidade ou a ser construída. Podemos receber uma demanda qualquer e temos que ir até onde a imagem está na realidade ou criar a imagem (maquetes, still, estúdio…). Muitas vezes essa demanda vem de um editor, diretor de arte, cliente ou do próprio fotógrafo. Essa etapa, sendo bem planejada e bem descrita pode economizar muito tempo nas etapas futuras.

2) O Encontro:

Estamos diante do fato e o percebemos como “alvo fotográfico”. Algumas vezes o fato se apresenta sem esperarmos por ele. Temos aí um encontro não-planejado e é necessário agir. Para ver e agir precisamos de sensibilidade treinada e técnica. Mas em muitos casos vamos objetivamente ao encontro do tema. Sabendo o que deve ser feito nesse estágio podemos ser objetivos e adequadamente rápidos. Em muitas situações, o Encontro, demanda qualidades “extra-fotográficas” no campo dos relacionamentos inter-pessoais que podem viabilizar, potencializar ou acabar com uma fotografia.

3) A Abordagem técnica:

O fotógrafo faz uma série enorme de escolhas em um espaço de tempo muito pequeno visando a consumação da captura, então Click! Pego a câmera, ligo-a, ajusto o modo, o ISO, a Abertura, a Velocidade, o balanço de branco, procuro um ponto de vista adequado, enquadro, foco, aproximo, afasto… click! Ufa! Esqueci da luz, vamos de novo!!!! rsrs. Na maioria das vezes isso é o primeiro tiro de muitos. Para sermos eficientes podemos lançar mão de muitos recursos técnicos que deixarão essa sequencia mais ágil.

4) A pós-produção:

Toda a etapa de tratamento, organização e armazenagem da imagem após a sua captura. O uso de software adequado, o nível e técnicas apropriadas para cada caso (sem falta nem exageros ou modismos), a conversão para formato de uso, o objetivo de uso (impressão, web, apresentação…), cópias de segurança… são itens essenciais nessa etapa.

5) A Publicação:

Impressão em papel ou exposição em meio eletrônico da imagem acabada. Muitas vezes é uma etapa múltipla, visto que os meios de propagação da imagem podem e geralmente são muitos hoje em dia. Em muitos casos, nem é o próprio fotógrafo que está encarregado dessa etapa.

Então…

Pensar nesses blocos, ajuda-nos, entre outras coisas,  a não deixar para depois uma decisão que deve ser tomada agora. Um dos maiores problemas da fotografia dos nossos tempos é tentarmos deixar para “resolver esse probleminha no Photoshop”! Não faça isso! Você estará usando o “Photoshop” da pior maneira e estará deixando de usar recursos que devem estar presentes no momento do click. São dois erros graves de uma só vez.

Quando tudo vem sendo feito corretamente desde o início do processo, o resultado final tenderá a ser o melhor possível. Quanto mais adequada a foto sair da sua câmera, melhor ela será no seu estágio final. Acostume-se com essa idéia. Empenhe-se em fotografar tão bem como se você não pudesse executar nenhum ajuste em pós-produção.

Não estou, de maneira alguma dispensando pós-produção. A pós-produção sempre existiu na fotografia e faz parte legitimamente desse processo. Mas a nossa mentalidade em relação ao esmero fotográfico deveria ser sempre de fazer o melhor disponível em cada etapa.

E o cristão com isso ?

Dentro de cada etapa dessas, podemos ter uma postura bíblica ou não ao agirmos. Como tudo em nossa vida, aliás.

ICo 10:31
“Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer (fotografar, inclusive), fazei tudo para a glória de Deus”

Precisamos tomar muitas decisões ao fotografar. São muitas possibilidades! Elas tem que ser reconhecidas e selecionadas em dias, minutos, segundos ou as vezes em menos de um segundo! Essas decisões influenciarão diretamente na mensagem que a fotografia comunicará! Elas podem inclusive construir ou demolir relacionamentos, podem ofender, podem valorizar, podem despertar, chocar, amadurecer, instigar… Podem se desdobrar em subprodutos bons ou ruins!!! Ai, ai, ai!

Se duas pessoas forem chamadas a fotografar o mesmo evento, com equipamentos iguais, conhecimentos técnicos iguais, local e horário iguais… Teremos fotos diferentes e com significados diferentes! Porque? Porque somos diferentes e isso é ótimo! O Senhor gosta muito de diferenças! O Senhor é criativo e usa ferramentas diversas para sua obra. Basta uma pequena observada na natureza a nossa volta pra vermos isso.

Fotografar é tomar decisões! Certas ou erradas, eficientes ou inócuas, úteis ou fúteis!
Nos próximos posts veremos cada uma dessas 5 etapas de maneira detalhada e com reflexões sobre os princípios bíblicos que se aplicam.

Dicas básicas para o Fotógrafo da Família!

Independentemente da câmera, desde um celular até uma DSLR top de linha, essas técnicas ajudarão a melhorar suas fotos. Na verdade, existem dois tipos de técnicas basicamente:

Técnicas operacionais, que são aquelas que tratam do uso e aproveitamento dos recursos dos equipamentos utilizados. Por exemplo, “padrões de iluminação com flashes dedicados”, ou ainda, “correção de perspectiva para fotografias de arquitetura”, e assim vai. Essas são muito importantes mas não são nosso assunto agora.

E existem técnicas comportamentais, que são maneiras, procedimentos e condutas que todas as pessoas envolvidas no processo fotográfico devem ter, especialmente o fotógrafo. Essas quase não dependem do seu equipamento, dependem de você!

Nesse artigo de hoje quero deixar apenas o mais fundamental para nossa reflexão. E justamente por ser tão fundamental é que muitos de nós deixamos esses cuidados passarem desapercebidos.

Precisamos mudar o nosso “tirar fotos” por um “fazer fotos”! Fotografar bem é resultado de fazer boas escolhas tomar boas decisões num espaço pequeno de tempo. Então, vejamos 10 dicas importates:

1) A LUZ

A coisa mais fundamental na criação do registro fotográfico, é a luz. Fotografar é escrever com a luz. Sendo assim, olhe, enxergue e procure entender a luz que incide sobre a cena. Fotógrafos experientes são atentos à luz antes mesmo de verem a cena montada. Se você tem uma janela em sua casa com uma cortina translúcida, você tem um equipamento utilíssimo para usar. Acortina cria uma luz suave e difusa, muito elegante. Se quiser fazer uma foto do seu bebê, deixe-o engatinhando perto dela. Se a fonte de luz estiver posicionada lateralmente em relação ao modelo, melhor ainda. Evite sempre a contra-luz, que é aquela situação em que o modelo a ser fotografado fica de costas para a fonte de luz. Câmeras bem simples, ligadas em modo automático, vão deixar o primeiro plano muito escuro nessa situação. Em breve veremos muitas maneiras de lidar com isso, mas por enquanto evite!

Procure a luz bonita e suave! Em ambientes externos, os melhores momentos do dia são ao amanhecer e ao entardecer. A luz desses períodos é mais delicada, intensifica melhor as cores (saturação) e gera sombras mais difusas e menos marcantes.

Se você é um apaixonado por fotografia e nunca pensou nisso, comece a desenvolver um relacionamento com a luz! Perceba suas qualidades em cada ambiente, a maneira como ela se espalha e se modifica em cada local, horário do dia e estação do ano! Estudar a luz é a base da fotografia!

2) Não use o flash da sua câmera!

É isso mesmo! Aquele “flashinho” instalado no corpo da sua câmera é uma arma! Se voce quiser aumentar para 90% as chances de estragar a foto dos seus amados, ligue essa coisa.

Toda câmera tem uma opção para desligá-lo. Use-a. O motivo para desligá-lo é que uma fonte de luz tão pequena e tão frontal gera uma área muito desigual e de baixíssima qualidade luminosa. Também aumentará em muito as chances de voce conseguir “belíssimos” olhos vermelhos! Além disso, câmeras muito simples, tem sistemas muito precários de medição de luz. Elas não conseguirão administrar bem essa “luzinha” e a luz disponível no ambiente.

Lembre-se, estou tratando aqui de situações onde não temos recursos técnicos na câmera suficientes para vencer o problema da baixa luminosidade, ou seja situações em que estamos usando uma câmera fotográfica bem simples. Se o ambiente não tiver luz suficiente, procure uma oportunidade em outro ambiente. Se não for possível, não insista, não se pode vencer todas.

3) Segure firme, pare de respirar e CLICK!

Isso é o básico. Segure sua câmera com as duas mãos, com firmeza, pare de respirar (só um pouquinho), concentre-se e aperte o botão com suavidade. A grande maioria das câmeras ajusta o foco (automático) quando pressionamos o botão até a metade do seu curso. Então não pressione de uma vez, senão corre-se o risco de não dar o necessário tempo ao equipamento para completar o foco.

Esses cuidados evitarão boa parte dos “tremores” e “embaçamentos” , especialmente se não houver muita luz no ambiente. Quanto mais claro o ambiente for, menos “tremida” a foto tende a ficar.

Outro detalhe importante: seres com olhos (pessoas e animais, rsrs), devem ter foco bem nítido neste ponto. Se os olhos não estão nítidos, a emoção não será captada e a fisionomia perde força.

4) Limpe o fundo!

Esse item vai valorizar muito suas fotografias. Pensar no fundo da cena, é tão importante, quanto pensar no plano da frente. Em muitas situações podemos estar inserindo distrações na composição presentes no fundo. Quanto mais limpo e simples estiver o fundo, mais a atenção do observador da foto ficará presa no assunto principal. Procure algumas fotos em boas revistas e observe como fundos mais limpos deixam as fotos mais fortes.

5) Insira um pouco do ambiente

Quando queremos contar uma história com uma fotografia, precisamos pensar se o observador vai entender o que nós, ao fotografarmos, estamos querendo mostrar. Pra isso é importante saber avaliar quanto do ambiente, objetos e pessoas devem compor a foto.

Se a sua intenção é colocar o observador na cena, pense em quais elementos ele vai precisar pra isso. Mas essa contextualização é delicada porque, colocar informação demais por ser uma fonte de distração ou deixar a fotografia sem uma assunto principal.

6) Procure cor!

Fotos domésticas, que retratem crianças, casa, animais… ficam mais expressivas quando a combinação de cores é harmoniosa. Uma casa bem pensada em termos de cores tem em si uma “personalidade”.

Crianças com roupas coloridas, seus brinquedos, flores, móveis… são temas muito agradáveis e que podem ajudar você a fortalecer suas imagens de a associação das cores for interessante. Por isso, procure as fontes de cores na sua casa. Isso trará mais vida às fotos.

7) Fotografe Tigres!

Às vezes, fotografar crianças pode ter alguma similaridade com fotografar tigres, acredite. Nenhum fotógrafo em busca de tigres quer ser visto, nem fica chamando: tigrinho olha aqui! Sorria, só uma vez!

Brincadeiras à parte, você pode conseguir excelentes fotos de crianças se elas não notarem sua presença. Se as crianças são pequenas, ficam sentadas brincando ou engatinhando, não chame muito a atenção delas, deixe-as brincar em algum lugar previamente arrumado pra isso e registre a naturalidade das brincadeiras, caras e bocas.

Uma técnica pouco eficiente é ficar chamando a criança. Em estúdio, existem maneiras apropriadas de fazer isso, mas em casa, com o fotógrafo papai ou mamãe, geralmente não funciona muito bem.

Deixe as crianças brincando, siga de longe à caça DO MOMENTO! Registrar a naturalidade vai render fotos melhores. Além disso, expressões e sorrisos espontâneos são os mais bonitos!

8) Pense no ponto de vista

Ao fotografar crianças engatinhando por exemplo, deite no chão, ou pelo menos abaixe-se. Isso aproximará o observador da cena. Em outras vezes, ponha a câmera no chão e fotografe quase que totalmente de baixo pra cima. Também experimente “visão de águia”, seja criativo.

É muito comum vermos séries e mais séries de fotos familiares, da mesma criança, todas feitas com o mesmo ponto de vista. Varie sua posição. Não tenha preguiça de se movimentar em busca de um posicionamento mais impactante.

9) Não mutile ninguém!

Cortar partes das pessoas pra “caber” no quadro NÃO é errado. Mas temos que saber onde cortar e porque cortar. Logo teremos um post bem detalhado só sobre esse assunto, mas por enquanto fique com umas regrinhas “gerais”.

Corte um pouco de cabelo, até um pouco de testa, mas NUNCA corte o queijo. Isso descaracteriza a fisionomia.

Não corte nos joelhos nem na linha da cintura, NUNCA. Corte abaixo ou acima da cintura.

Não deixe uma “ponta de mão”, ou apenas um pé, ou ponta do pé, ou ainda uma lateral da cabeça… fora da cena.

Pense em termos de : foto de cabeça, cabeça e busto, meio corpo (acima ou abaixo da cintura) ou corpo inteiro. Isso vai, em geral, soar mais harmonioso e equilibrado. Sempre existem exceções pra tudo isso mas vamos garantir o básico primeiro!

10) VIVA o que quer fotografar

A fotografia é o registro de um momento. Se o momento passou, e você não o registrou, esqueça. Não se deixe frustrar, pelo contrário, gaste tempo no relacionamento com seus amados e outras novas situações surgirão com naturalidade.

Não deixe de aproveitar a festa de aniversário, o churrasco com a família, o encontro de amigos porque está preocupado em registrar tudo compulsivamente. Mais importante do que as fotos é estar de corpo e alma com os seus. Sem isso elas não contarão adequadamente a história da sua família.

Se, para conseguir A FOTO você não participa das reuniões familiares como deveria, está na hora de repensar a sua relação com a fotografia. Você não tem que ser um fotojornalista dentro da sua casa. É fácil tornar-se um viciado na fotografia e isso afetará seus relacionamentos, acredite! Ponha cada coisa no seu devido lugar.

Socorro! Tem um fotógrafo na minha casa!

 

 

Existe um ser, cada vez mais comum nos lares de hoje em dia, de hábitos estranhos e por vezes inconvenientes, chamado Fotógrafo da Família, vulgo papai!

Ele começa a se manifestar, muito comumente, quando nasce o primeiro herdeiro da casa. Seu comportamento é típico: Tem sempre por perto um celular, uma câmera fotográfica, ou até mais de uma espalhadas estrategicamente em gavetas pela casa, de maneira que possam ser acessadas com rapidez jornalística!

Ele é um apaixonado por fotografia, mas não tem um tema ou linha de trabalho muito bem definida. Se está sozinho fotografa um flor murcha, uma trilha de formigas na cozinha, o sol, a macarronada que vai comer… Se o cão da casa passar perto, coitado… vai ter que participar de um ensaio, com certeza. Sorria Rex! E nada!

Se estiver perto do filho (sua vitima mais freqüente) fica repetindo frases do tipo: Paulinho, olha aqui, Paulinho, Paulinho, Pauliiiinhoooo! Dá um sorriso pro papai! Só um!

Mas o Paulinho tem outras preocupações no auge dos seus 9 meses de vida, por isso aquele chocalho com saliva e um restinho de banana amassada está mais interessante do que o ser falante em frente.

Mas ele não desiste afinal é o responsável pela cobertura jornalística nesse território! É um enviado especial e não pode perder nenhuma cena. Se o Paulinho bate a cabeça, ele registra o choro, se o Paulinho dá uma gargalhada, ele registra, se passa molho de tomate no rosto, click! Se o Paulinho for enfiar o dedo na tomada…

A mãe do Paulinho também já foi fotografada eliminando material indesejado que o Paulinho produziu, entre outras cenas pouco nobres.

Na maioria dos registros as pessoas são identificadas com um pouco de dificuldade pois o foco ficou no ponto errado, ou tinha uma contraluz que deixou o Paulinho escuro, ou a cena estava tão escura que deixou o Paulinho parecendo a sombra do Paulinho, ou a emoção com cena foi tanta que um abalo sísmico foi inserido na foto… Sem contar tendência de mutilar mãos, cotovelos, pernas, dedinhos e até queixo.

Muita gente pode achar que as fotos não ficaram boas, mas ele, o fotógrafo da família, não pensa assim. Com muito mais amor do que técnica, ele segue sua destemida carreira.

Se voce tem carteirinha de “Fotógrafo de Família” ou conhece alguém que tenha, não perca nosso próximo post. Amanhã veremos uma lista bem prática de dicas que podem ser usadas com qualquer equipamento fotográfico e ajudar esse animado e amoroso “profissional”. Porque ele gosta de fotografia, ama sua família, mas tá precisando de ajuda!

Começamos!

Olá

Esse blog foi criado com a intenção de ser um local de discussão e informação sobre o mundo da fotografia em geral (notícias, técnicas, temas, novidades, equipamentos…) e especialmente sobre o uso da fotografia com finalidade cristã. Isso significa que nosso objetivo é encontrar caminhos e aplicações para a fotografia na tarefa de proclamar o Evangelho de Cristo.

Como expressar os valores do Reino de Deus através dessa ferramenta visual tão forte?!

Muitas são as áreas de atuação de um fotógrafo. Jornalismo, arte, still, moda, design, publicidade, documentários… Mas existe uma fotografia CRISTÃ?!

Cremos que sim!

Se você é um cristão autêntico, temente à Deus e tem uma relação especial com a fotografia esse é um espaço para trocarmos experiências e procurarmos, juntos, capacitação técnica e espiritual para honrá-lo com o que Ele mesmo tem nos dado graciosamente.

Se você tem uma experiência pra contar, uma notícia, um tema relacionado ao nosso propósito… comente, compartilhe, alimente o nosso blog.

Esperamos sinceramente contribuir para o crescimento pessoal e ministerial de todos.

Que Ele nos abençoe e direcione, sempre, para Sua própria glória!